Resenha Crítica do Filme A Odisseia (2026, Christopher Nolan)

Considerado um dos textos mais importantes da literatura mundial, cuja autoria é atribuída ao poeta épico da Grécia Antiga, Homero, A Odisseia ganhou mais um adaptação cinematográfica, agora pelas mãos ambiciosas do diretor Christopher Nolan, que ousou agradar gregos e troianos, esperando, quem sabe, algumas unidades de bronze maciço banhado a ouro 24 quilates em um futuro próximo.


As diversas incongruências vistas no filme “A Odisseia” (The Odyssey, 2026), relacionadas à segunda obra da literatura ocidental, são um absurdo, principalmente porque se trata de um dos pilares fundadores da cultura grega e da própria literatura ocidental. Não se deve alterar uma obra de tamanha relevância, que permanece intocada há quase três milênios. A liberdade criativa aplicada ao Batman ainda é aceitável, mas querer aplicar essa licença poética à Odisseia, na minha opinião, é um desrespeito ao imutável. Nolan deveria ter criado a própria história e feito dela o que bem entendesse, ou o que lhe fosse exigido.

Quando o nome de um cineasta com a capacidade técnica de Christopher Nolan está envolvido em uma adaptação do tamanho e da importância de A Odisseia, a crítica tende a ser ferrenha, tanto positiva quanto negativa, principalmente se a pessoa que expõe sua opinião tiver dedicado tempo para ler a obra original. Afinal, espera-se do lado do leitor, no mínimo, uma adaptação audiovisual coerente com a obra original. No entanto, em muitos casos, como nesse de Homero, é difícil condensar todas as passagens em um longa-metragem de quase três horas.

Odisseu à frente de seus guerreiros desembarcando em uma praia após deixarem suas embarcações gregas.
Acompanhado de seus guerreiros, Odisseu (Matt Damon) desembarca em uma praia, após abandonar as embarcações gregas. Desde a Guerra de Troia, ele fez cerca de 12 paradas principais em sua longa jornada de 10 anos de volta para casa, na ilha de Ítaca.

Entretanto, o cuidado ao adaptar A Odisseia não se restringe à cultura da Grécia Antiga — o que já seria algo de extrema importância —, mas abrange toda a cultura ocidental. Dessa maneira, qualquer mudança ou acréscimo pode gerar um efeito colateral de repulsa nos mais conservadores à obra original. A interpretação é vista sob um ponto de vista carregado de viés e criado para um objetivo pessoal, e não apenas como uma forma de contemplar e preservar o cerne da obra. Essa é a impressão que se tem da versão de “A Odisseia”, dirigida e roteirizada por Nolan.

É até compreensível que a maioria das pessoas que assistiram fiquem abismadas e elogiem a adaptação contemporânea de Nolan, principalmente aquelas que não se aventuraram pelas páginas dos 24 cantos. Ao sair da sessão, fiquei decepcionado com as mudanças feitas na adaptação de uma obra de quase três mil anos e com o que foi deixado de fora. No entanto, não nego a qualidade do trabalho técnico de Nolan e de sua competente equipe de profissionais do cinema. Juntos, eles entregaram um verdadeiro presente de grego: visual e tecnicamente impactante por fora, mas cheio de incoerências por dentro, capaz de criar grande confusão naqueles que não conhecem nada da obra original de Homero.

A grandiosidade vista no cinema de Christopher Nolan é ampliada ainda mais por sua coragem e audácia de rodar o filme inteiramente com câmeras IMAX de grande formato (película 1570 de 70 mm). Aliás, os bastidores dessa primazia despertam bastante curiosidade em torno desse feito inédito e ambicioso. Nem imagino como será assistir a “A Odisseia” no formato IMAX 70 mm. Infelizmente, os cinemas do Brasil não possuem salas equipadas com a projeção em película IMAX 70 mm original usada por Christopher Nolan, contando apenas com versões digitais.

Filmado com um equipamento analógico capaz de capturar imagens com um nível de área maior e resolução de altíssima qualidade, que permite registrar muito mais detalhes e profundidade do que as câmeras comumente utilizadas, “A Odisseia” ainda conta com um elenco mais estrelado que o céu do Deserto do Atacama. A produção passou por diversas locações em seis países (Marrocos, Grécia, Itália, Islândia, Escócia e Saara Ocidental) e, no fim das contas, teve um custo estimado em US$ 250 milhões (cerca de R$ 1,2 bilhão). Tudo isso, aliado à grandiosidade de Christopher Nolan na arte cinematográfica, gerou enorme expectativa em relação ao que era considerado por muitos o filme do ano (só que não). Que ator ou atriz interpretaria cada personagem? Como seria possível condensar uma epopeia épica em um filme? O roteiro seria fiel ao original? Enfim, previa-se que seria um trabalho tecnicamente superior e, consequentemente, uma máquina de fazer dinheiro. No entanto, para opinar sobre a adaptação do poema épico de Homero, seria necessário assistir ao filme.

Na sala de exibição em que eu estava, avistei, da minha cadeira, vários vultos de pessoas se dirigindo ao corredor identificado com uma placa luminosa na qual se lia, em caixa alta, a palavra “SAÍDA”. A tentação de sair da poltrona desconfortável da rede de cinemas em que eu estava foi grande, mas, pelo menos, desta vez a empresa disponibilizou o filme legendado. Apesar de não ser um especialista em “A Odisseia”, de Homero, eu sabia que muita coisa do que eu havia assistido estava em dissonância com o que de fato consta no livro repleto de lições morais.

Alguns nomes do elenco, como Travis Scott, Elliot Page, Lupita Nyong’o e Zendaya, por exemplo, representam mais uma chancela para que a produção receba indicações ao obsoleto Oscar do que para interpretar, de fato, o(a) personagem. A forma como Nolan introduz as aparições da deusa grega Atena na história faz com que ela pareça um mero delírio de um Odisseu (Ulisses) traumatizado após a Guerra de Troia. Zendaya interpretando essa personagem é tão absurdo quanto Lupita Nyong’o no papel duplo das irmãs Helena de Troia e Clitemnestra — lembrando que a filha de Zeus é conhecida como a mulher mais bela do mundo. Para desconstruir ainda mais a personagem, o departamento de maquiagem estampou uma cicatriz horrorosa no rosto da esposa raptada do rei Menelau, em vez de torná-la mais bonita, desfiguraram-na. Elliot Page parecia “pronto” para interpretar o semideus Aquiles, conhecido por sua força extrema e velocidade, mas acabou no papel do soldado grego Sinon (ou Sínon). O rapper Travis Scott foi transformado no bardo Demódoco. Segundo o próprio diretor, ele vê o rap como uma analogia direta a essa forma de contação de histórias feita por bardos do passado. Meu Deus, o que é isso, mano?

Essa turma já citada não é a única responsável por descredibilizar a caracterização dos personagens. O elenco em si não transmite toda a virilidade dos gregos daquela época, muito menos dos personagens ligados ao divino e à fantasia. E os deuses do Olimpo, onde aparecem nessa fantasia épica? Entretanto, podem ser considerados exceções os atores John Leguizamo, que interpreta o fiel servo cego de Odisseu, o pastor de porcos Eumeu; Robert Pattinson, no papel do antagonista Antínoo, líder dos pretendentes (e parasitas) ao trono de Ítaca; e Tom Holland, que dá vida ao jovem Telêmaco, filho de Odisseu e Penélope (Anne Hathaway) e príncipe de Ítaca, e que amadurece ao longo da trama. Infelizmente, outros bons personagens tiveram seus talentos desperdiçados.

Em um ponto elevado da fortaleza de Ítaca, Penélope e Telêmaco conversam enquanto aguardam notícias de Odisseu.
Em um dos raros momentos de intimidade entre mãe e filho, Penélope e Telêmaco refletem sobre a passagem do tempo e a longa ausência de Odisseu, comentando que a casa e as pedras do palácio continuam exatamente iguais, enquanto o lar definha sob o cerco dos pretendentes.

As fortes personagens de Anne Hathaway e Charlize Theron foram escritas em um roteiro que parece ter se baseado em uma tradução inescrupulosa, na qual a importância de suas personagens parece desaparecer, mesmo elas sendo boas em suas interpretações. O roteiro e a direção, no entanto, podam a real relevância de suas personagens na epopeia homérica. O papel de Hathaway como Penélope se sustenta pela interpretação da atriz; no entanto, o roteiro enviesado permite um desrespeito a uma das qualidades da mulher e esposa de Odisseu, que é um símbolo máximo da fidelidade. Nolan ousa tirar de sua cabeça o que parece ser um flerte entre a esposa de Odisseu e Antínoo, o mais abjeto dos parasitas que ocupam o palácio de Odisseu em Ítaca. Uma cena, no mínimo, repugnante. A deusa e ninfa Calipso, interpretada por Theron, também é negligenciada no roteiro. Prefiro acreditar que a ausência de um envolvimento sexual entre ela e Odisseu foi feita para mostrar a fidelidade e o desejo do protagonista de voltar para casa e para sua amada esposa e filho. No entanto, a relação de Odisseu com a ninfa do mar Calipso e com a poderosa deusa e feiticeira Circe não é considerada uma traição pelos gregos, pois elas são deusas, não mulheres.

Entre as interpretações femininas, o destaque é o domínio de cena da atriz Samantha Morton em sua interpretação de Circe, a deusa e feiticeira filha do deus do sol Hélio, que vive isolada na ilha de Eéia. A cena em que ela transforma os companheiros de Odisseu em porcos, após atraí-los com uma refeição enfeitiçada, é um espetáculo que mescla a performance de Samantha com o efeito visual de body horror (horror corporal). Nolan recria, no “absolute cinema”, uma cena grotesca em que Circe molda homens em porcos com as mãos, como se fosse uma artesã trabalhando com argila, enquanto eles devoram a comida como suínos. A mensagem que ela transmite após transformar homens em porcos é simplesmente para mostrar a verdadeira natureza masculina. Na ilha Ogígia, no entanto, acontece o inverso: Calipso mantém Odisseu preso por sete anos, usando poder divino, sedução e promessas de imortalidade, além de fazer com que ele se esqueça de sua família o entorpecendo com flores de lótus. Na obra clássica original de Homero, o uso da flor de lótus não ocorre nesse momento, mas quando Odisseu encontra os Lotófagos, logo no início de sua jornada de retorno do herói após a Guerra de Troia.

Percebe-se claramente como a pauta identitária infecta esta adaptação da “A Odisseia” para o cinema, enchendo o barco de Odisseu de homens de outras nacionalidades e transformando-o em uma embarcação da diversidade. Entre os “soldados gregos” que voltam de uma guerra entre gregos e troianos, há até mesmo um místico oriental que não resiste ao canto das sereias e se joga no mar. De fato, o conservadorismo de Christopher Nolan abriu caminho para a deturpação lenta e contínua da cultura woke em sua obra. O excesso de liberdade criativa utilizado nesta produção valoriza o natural, mas descarta a essência da fantasia, tão intrínseca à Odisseia, ao referenciar os deuses do Olimpo.

Apesar da degradante ida e vinda, defendida pelo discurso de que se trata de uma adaptação de Christopher Nolan, a família de Odisseu permanece firme e forte. A esposa Penélope e o filho Telêmaco recebem e aguentam um bando de vagabundos em seu lar, enquanto secam a bebida e acabam com a comida deles, esperando a escolha de Penélope. Ela guarda o lugar do marido há duas décadas com a estratégia da trama do sudário: o casamento só seria celebrado após terminar de tecer a mortalha de Laertes, pai de Odisseu. Durante o dia, ela tecia; à noite, desfazia o trabalho. Essa cena é mostrada de maneira tímida e frustrante no filme. Mesmo sendo jovem, Telêmaco protege sua mãe daqueles pretendentes sanguessugas forasteiros, enquanto o líder do bando, Antínoo, conspira contra a vida do jovem herdeiro de Odisseu. O personagem Mentor (Ryan Hurst) tem o papel de guiar o jovem com conselhos sábios, fazê-lo crescer e encorajá-lo a encarar os problemas do palácio e partir em busca de seu pai.

Destacam-se algumas cenas, como quando Odisseu viaja com seus homens até os confins do mundo para visitar o reino dos mortos (Hades). Nesse submundo, ele pede orientação ao espírito do profeta cego Tirésias (James Remar) sobre como voltar em segurança para casa, em Ítaca. Nessa cena, no entanto, Nolan deixa de lado Aquiles, que desabafa dizendo que preferiria ser um camponês pobre e vivo na Terra a ser o rei de todos os mortos — uma demonstração lúcida de que a glória militar não passa de uma desilusão no Hades, pois a honra entre os mortos não se compara à vida na Terra, mesmo que simples. Outras interações de Odisseu estão ausentes, como o encontro com sua mãe, Anticleia, e com outros guerreiros lendários. O filme prefere focar no isolamento emocional e no trauma de Odisseu.

A imponente imagem do rei Agamenon (Benny Safdie) com sua aura de poder é vista por pouco tempo, mas, mesmo com uma aparência semelhante à do super-herói Batman, o rei de Micenas e comandante supremo do exército grego na Guerra de Troia preenche a tela com um ar dominante. Isso se deve principalmente ao visual impactante de sua armadura e, sobretudo, de seu capacete adornado com uma estrutura óssea alongada na parte de trás, como uma cauda feita de espinha dorsal. Suas aparições são intimidadoras.

A liberdade artística do diretor Christopher Nolan pode ser vista na armadura e no capacete de Agamenon.
Apesar da vaga inspiração na cultura micênica da Idade do Bronze, o figurino, aproveitado do guarda-roupa da “Trilogia do Cavaleiro das Trevas” (Batman), transmite uma aura de domínio e grande poder ao comandante supremo das tropas gregas na Guerra de Troia, Agamenon.

Por outro lado, a presença do cão de Odisseu, Argos, demonstra a lealdade pura de um animal que não se entrega à morte até que, depois de vinte anos de espera, já velho e doente, ele é o único que reconhece de imediato seu velho amigo, mesmo disfarçado sob as vestes de um mendigo e com um visual vinte anos mais velho. Finalmente, Argos se entrega em paz ao descanso eterno – uma cena retratada no filme que tenho certeza que fez muita gente se emocionar com essa demonstração fiel e memorável.

A chegada de Odisseu ao seu grande palácio, na ilha de Ítaca, é o ponto alto da narrativa, pois é o momento em que ele usará, mais uma vez, de sua astúcia e da violência direta, com o apoio de seu filho, Telêmaco, de servos leais e da deusa Atena. No entanto, Christopher Nolan deixa de fora, mais uma vez, a ajuda e a generosidade dos feácios, bem como o encontro com a princesa Nausícaa, que o socorre e também o ajuda, demonstrando um grande respeito. Voltando à chegada do protagonista a Ítaca, o roteiro atenua a violência imposta pelo rei aos traidores e aos pretendentes que usurparam seu palácio por vinte anos. A contribuição de Telêmaco para ajudar o pai deixa a desejar quando ele tenta evitar que um dos traidores abasteça seus amigos com armas por meio de um buraco.

Antes de Penélope propor o famoso desafio da flecha, Odisseu se apresenta à sua esposa, disfarçado de mendigo, por entre uma divisória vazada, e inventa uma história falsa sobre sua origem, jurando que Odisseu está vivo e voltando. Essas palavras fazem a rainha chorar de emoção e perceber que aquele à sua frente é seu marido. Esse momento se assemelha a um confessionário. Durante a cena, Penélope pede a Euricleia (Kate Fuglei), a fiel ama de Odisseu, que traga água para lavar os pés do suposto mendigo. Assim que a serva leal vê a familiar cicatriz nos pés daquele homem, ela percebe que se trata de Odisseu. É um momento de reconhecimento de alguém próximo e leal, cuja memória o tempo não foi capaz de desfazer e que nenhum disfarce é capaz de apagar.

A jornada de Odisseu de Troia até Ítaca, sua terra natal, é uma longa e difícil viagem de dez anos pelo Mar Mediterrâneo. Ele atravessa terras repletas de desafios e perigos, enfrentando a fúria avassaladora de Poseidon, o deus grego do mar, com seus terremotos e tempestades violentas. Todos esses problemas enfrentados por ele na volta para casa estão relacionados ao seu orgulho e à sua soberba (conhecida no conceito grego clássico como hybris, ou húbris), como quando menosprezou os deuses após vencer a Guerra de Troia, e quando partiu da terra dos Ciclopes, após cegar o único olho do monstro e revelar o seu verdadeiro nome.

Odisseu sobrevive a todas essas intempéries graças à sua astúcia e inteligência, utilizando estratagemas bem elaborados. Um exemplo disso é quando ele e seus companheiros são salvos de serem devorados pelo gigante de um olho, o ciclope, Polifemo, filho de Poseidon. Infelizmente, o roteiro ignorou a artimanha de Odisseu, que se referiu a si mesmo como “Ninguém” para escapar da caverna de Polifemo. Ele também conta com a paciência e a proteção dos deuses, especialmente de Atena. No entanto, as aparições de Atena a Odisseu são quase sempre contemplativas, ao passo que a interpretação de Zendaya é traduzida em uma expressão enfadonha.

A direção de fotografia de Hoyte van Hoytema é marcada por sombras densas com filtro em cinza, que reforçam a questão ligada ao psicológico abalado do protagonista, devido à culpa e ao desgaste da jornada do herói. A altíssima resolução possibilita um enquadramento gigante, que muitas vezes coloca os personagens em contraste com as imponentes paisagens que predominam no enquadramento, além de transmitir toda a dimensão colossal do mar e de outros cenários, destacando a textura dos elementos dispostos sob a luz natural. Outro ponto técnico que cabe destacar é a trilha sonora de Ludwig Göransson. Deixando de lado instrumentos sinfônicos modernos, o dedilhar pontual da lira acentua sentimentos ligados à emoção e à saudade, enquanto outros timbres vindos de instrumentos antigos, em harmonia com batidas de percussão, elevam os momentos em que a ação se faz presente.

Não tenho dúvida de que o filme “A Odisseia” tem um elevado valor técnico, pois estão escalados nomes de alto nível no que se diz respeito a fazer cinema. Cada um, em sua área, tem um potencial que anula qualquer desconfiança quanto à qualidade dedicada ao projeto. No que se refere ao cinema, o diretor Christopher Nolan entrega um filme espetacular, com cenas de grande impacto visual e execução nada simples. No entanto, não se trata de uma obra-prima, pois muito do que é visto aqui é imperfeito e pobre em relação à adaptação da A Odisseia original, obra de Homero. Para quem não se importa com inserções ligadas à diversidade que podem dispersar a imersão do filme, “A Odisseia” tem tudo para ser uma experiência estrondosa. Assista, tire suas próprias conclusões e, o mais importante, divirta-se como Nolan. 

Inté, se Deus quiser!

 

NOTA: Nota do crítico - 3 estrelas (regular)

 

 

Trailer

 

Pôster

Pôster do filme "A Odisseia" (The Odyssey, 2026).

 

Curiosidade sobre A Odisseia

  • As sequências do submundo foram filmadas na Islândia em junho, sob a luz inquietante e constante do sol da meia-noite, em um terreno desolado e sob condições de vento e chuva. Nolan escolheu especificamente a Islândia para representar Hades porque sua paisagem fria e remota parecia o mais distante possível do lar de Odisseu, no Mediterrâneo;
  • Para iluminar com autenticidade a grandiosa sequência noturna de Tróia sem usar fogo de verdade, a equipe do diretor de fotografia Hoyte van Hoytema inventou dispositivos que chamaram de “pyrahedrons” — placas de circuito em forma de triângulo, repletas de arranjos hexagonais de LEDs que emitiam luz imitando a cor e o movimento do fogo. Milhares desses dispositivos foram fabricados e enviados para o set;
  • O ciclope Polifemo foi representado por meio de um boneco animatrônico antropomórfico de seis por seis metros de altura;
  • O encontro de Odisseu com o Ciclope foi filmado dentro de uma caverna real impregnada de mitologia grega: a Caverna de Nestor, na região do Peloponeso, na Grécia — um espaço de 65 por 52 pés, com um teto abobadado de 95 pés de altura, utilizado por seres humanos desde o período Neolítico;
  • Christopher Nolan queria uma trilha sonora distinta para o filme, sem orquestra; por isso, o compositor Ludwig Göransson desenvolveu a trilha com base em instrumentos gregos (gongos de bronze, a lira e a flauta aulos);
  • Anne Hathaway passou semanas tendo aulas de tecelagem com um especialista no norte da Califórnia, que a ensinou a operar teares de estilo antigo — progredindo de um tear simples para iniciantes até um modelo muito maior —, especificamente para que ela pudesse retratar de forma convincente a famosa tecelagem de Penélope no filme;
  • O elenco que interpretava a tripulação de Odisseu teve de aprender técnicas reais de remo e navegação à vela, e não versões cinematográficas dessas habilidades. Eles descobriram que movimentar um navio em alto-mar apenas com a força muscular é algo genuinamente extenuante; além disso, a produção retratou no filme o perigo real de que deixar cair um remo grande na água enquanto o barco está em movimento pode resultar em costelas quebradas ou arremessar o remador para fora da embarcação;
  • Como as câmeras de filme IMAX comportam apenas alguns minutos de película antes de precisarem ser recarregadas, o operador de câmera Keith B. Davis treinou-se para recarregar o equipamento com tanta rapidez que todo o elenco e a equipe técnica simplesmente faziam uma pausa, mantinham a calma e retomavam as atividades quase imediatamente;
  • O cão que interpreta Argus no filme é um podengo português, uma raça antiga da qual, segundo Leguizamo, existem apenas cerca de 75 exemplares no mundo;
  • Filmado na ilha italiana de Favignana, que se acredita ser o local onde Homero imaginou Odisseu desembarcando com sua tripulação heterogênea para assar cabras e estocar alimentos;
  • O Ministério da Cultura da Itália concedeu permissão para filmar no Castello di Santa Caterina e para instalar estruturas externas temporárias que sugerissem a grandiosidade do palácio de Odisseu, mas negou o pedido para construir uma estrada de acesso ao local no topo da colina;
  • Matt Damon deixou a barba crescer de verdade para interpretar Odisseu, a pedido de Sir Christopher Nolan, que queria que Damon tivesse uma barba capaz de resistir ao vento e à água. Damon afirmou que foi um pequeno desafio, já que ele nunca havia deixado a barba crescer por completo antes;
  • Para as cenas marítimas, a produção utilizou o maior navio viking moderno do tipo longship (navio longo, embarcação histórica movida a remos e velas, famosa por seu uso pelos vikings e povos germânicos), o “Draken Harald Hårfagre”, que também serviu como um antigo navio de guerra grego comandado pela tripulação de Odisseu;
  • Christopher Nolan deu à designer de cabelo Gloria Casny uma única diretriz fundamental para todo o filme: nada de perucas. Pesquisas sobre a Idade do Bronze revelaram que existiam barbeiros na Grécia Antiga e que cortes curtos e em camadas para homens eram historicamente plausíveis, tornando a exigência viável para a maior parte do elenco;
  • A lira ouvida na trilha sonora do filme foi tocada por Rosa Fragorapti, arqueomusicologia especializada no estudo e na execução de instrumentos antigos, escolhida para conferir à trilha uma base sonora autêntica;
  • Nolan sugeriu que o sistema de alarme de Troia no filme fosse representado por grandes placas de bronze, que o povo de Troia golpearia durante o cerco, e que a cacofonia crescente desse som evoluiria para o motivo musical de três notas característico de Odisseu ao longo do filme;
  • A equipe de figurino pesquisou como os tecidos se degradam em condições marítimas, estudando como a água salgada afeta o bronze, como o linho se desgasta ao longo dos anos de uso, como os corantes desbotam sob o sol do Mediterrâneo e como os reparos nas armaduras se acumulam durante a guerra, pois a jornada de vários anos de Odisseu exigia que a materialidade se tornasse parte da narrativa;
  • O número total de figurinos desenhados e produzidos para “A Odisseia” foi de 5.300, criados por uma equipe que, em seu auge, contou com mais de 500 pessoas trabalhando em Los Angeles, Marrocos, Itália, Grécia, Islândia, Escócia, Espanha, Inglaterra, Nova York e Nova Zelândia;
  • A figurinista Ellen Mirojnick tomou a decisão deliberada de evitar o visual dourado e brilhante tipicamente atribuído ao bronze no cinema. Em vez disso, cada peça de armadura foi envelhecida manualmente com o uso de pátinas químicas, abrasão real e impactos verdadeiros, para conferir o aspecto escuro, oxidado e amassado de um metal marcado pela exposição aos elementos, pelo suor e pela violência;
  • Ludwig Göransson realizou pesquisas com historiadores para recriar o aulos e a lira, uma vez que esses instrumentos já não existiam;
  • John Leguizamo, interpretando o personagem cego Eumeu, teve a ideia de que cada uma das lentes de contato de seu personagem — que simulavam catarata — deveria ter uma cor diferente, contribuindo para um visual distinto e inquietante;
  • O Ciclope ganhou vida por meio de Bill Irwin, o ator e palhaço vencedor do prêmio Tony que já havia trabalhado com Nolan em uma função semelhante de atuação física em “Interestelar” (2014), onde ajudou a criar os robôs modulares TARS e CASE;
  • Sir Christopher Nolan afirmou que estava interessado em realizar esse filme, em parte porque era um grande fã das obras de Ray Harryhausen e achava que já fazia algum tempo que não havia uma tentativa de criar um filme de grande orçamento baseado na mitologia clássica;
  • Sir Christopher Nolan tem sido, há muito tempo, um cineasta de destaque na promoção do uso da tecnologia IMAX no cinema comercial, desde “Batman: O Cavaleiro das Trevas” (2008). Para este filme, Nolan desafiou a IMAX a desenvolver novas câmeras de filme de 70 mm que fossem mais leves e até 30% mais silenciosas do que o padrão anterior. Em resposta, a IMAX forneceu novas câmeras que atendiam aos requisitos, e Nolan foi o primeiro a utilizá-las, filmando o longa-metragem com elas do início ao fim;
  • Como não era possível construir uma estrada de acesso ao castelo, o produtor executivo Thomas Hayslip montou um funicular e organizou uma pequena frota de helicópteros para transportar equipamentos e suprimentos até o topo. Apesar disso, a maior parte do elenco e da equipe — incluindo Christopher Nolan e Emma Thomas — subia a pé a encosta íngreme todos os dias, durante as três semanas de filmagem;
  • Para resolver o problema de alinhamento visual causado pelas câmeras IMAX, grandes e quadradas, a equipe de produção criou um sistema de espelhos que permitia que os atores se vissem uns aos outros enquanto atuavam juntos nas cenas;
  • Quando Odisseu e seus homens partem pela primeira vez rumo a Troia, é possível ver golfinhos nadando ao lado. Isso não foi planejado, mas sim um feliz acaso captado durante as filmagens;
  • David Keighley, em sua função de diretor de qualidade da IMAX, supervisionou pessoalmente o processamento e a impressão das filmagens diárias de “A Odisséia” e concluiu seu trabalho no filme apenas três semanas antes de sua morte, ocorrida em 28 de agosto de 2025, aos 77 anos;
  • Nenhuma câmera IMAX foi danificada durante a produção deste filme, diz Christopher Nolan: “Não destruí nenhuma câmera IMAX neste filme. Já destruí várias ao longo da minha carreira, mas estas sobreviveram à odisseia”. Cada câmera IMAX custa aproximadamente 500 mil dólares, e pelo menos três já foram destruídas em filmes de Nolan;
  • A ilha de Favignana, perto da Sicília, foi escolhida para representar Ítaca depois que a designer de produção Ruth De Jong recordou tê-la visitado uma década antes, durante a busca por locações. O principal atrativo era um castelo do século XV, o Castello di Santa Caterina, situado no topo de uma colina escarpada a 1.030 pés acima do nível do mar, com uma vista panorâmica de 360 ​​graus do Mediterrâneo;
  • A equipe de produção transportou, por meio de guindaste, 15 oliveiras adultas para dar um toque de verde à parte recém-construída do cenário de Tróia;
  • Göransson passou nove meses produzindo quase quatro horas de música para o filme e enviou a Nolan uma demo de 42 minutos da trilha sonora em desenvolvimento enquanto as filmagens principais estavam em andamento, continuando a enviar atualizações ao longo de toda a produção;
  • A inovação fundamental que viabilizou as filmagens exclusivas em IMAX foi uma carcaça de isolamento acústico feita sob medida, apelidada de “blimp”, que envolvia a câmera IMAX para reduzir seus notórios níveis de ruído a um ponto que permitisse a gravação de diálogos. Tentativas anteriores de criar tal dispositivo durante a produção de “Tenet” (2020) haviam fracassado, pois a câmera continuava excessivamente barulhenta. No entanto, quando alojadas no “blimp”, as câmeras IMAX chegavam a pesar quase 136 quilos (cerca de 300 libras), exigindo uma equipe dedicada de seis profissionais cuja função exclusiva era transportar e posicionar a câmera onde quer que fosse necessário no set;
  • Benny Safdie admitiu que pegou uma infecção gastrointestinal enquanto comia e bebia nas filmagens no Marrocos, acrescentando que perguntou tarde demais a Christopher Nolan como era a qualidade da água, ao que ele respondeu: “Bem, você não bebe isso.”;
  • Sir Christopher Nolan teve a ideia de usar as cordas da lira sempre que Odisseu puxa a corda do arco;
  • Com um custo de US$ 250 milhões, este é o filme mais caro de Sir Christopher Nolan, empatado com “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012);
  • Christopher Nolan queria, inicialmente, que o filme apresentasse os deuses gregos e seu lar, o Olimpo, mas optou por adotar uma abordagem realista, retratando a presença dos deuses gregos por meio de fenômenos naturais que, na antiguidade, eram considerados “sobrenaturais”. Nolan chamou essa abordagem indireta de “grande avanço criativo”;
  • No primeiro dia de filmagens na água, na Grécia, os ventos sopravam a sessenta nós; mesmo assim, a produção decidiu seguir em frente em vez de interromper as atividades, sob o olhar incrédulo de observadores locais;
  • O formato IMAX influenciou diretamente a escolha dos materiais dos figurinos. Como as câmeras IMAX revelam tecidos sintéticos imediatamente, a produção optou por materiais naturais, tecidos feitos em teares manuais e corantes naturais, não por uma preferência estilística, mas pelo que Mirojnick chamou de necessidade estrutural;
  • A nova câmera IMAX desenvolvida para o filme foi batizada de “The Keighley” em homenagem a David Keighley (1948-2025), falecido Diretor de Qualidade da IMAX;
  • Somente a equipe principal do departamento de figurino em Los Angeles contava com 175 artistas, que desempenhavam funções como escultores, moldistas, artesãos de couro, pintores de esboços, costureiros, modelistas e artistas têxteis, dedicados exclusivamente ao guarda-roupa e às armaduras do elenco principal;
  • Os dias de batalha no set de Troia começavam logo às 3 ou 4 da manhã, com as tendas de figurino já em operação antes do nascer do sol. Um único dia de batalha podia envolver o controle de centenas de peças de figurino, múltiplas réplicas de trajes representando diferentes estágios de desgaste, reorganizações rápidas entre as tomadas e equipes de vestimenta trabalhando simultaneamente em enormes áreas de apoio espalhadas pelo vasto cenário;
  • O compositor Ludwig Göransson alugou 35 gongos diferentes durante o processo de composição da trilha sonora e sentiu-se particularmente atraído pelos gongos de vento, discos planos de bronze com notas prolongadas. Ele criou um sistema de notação personalizado e exclusivo, com desenhos detalhados que especificavam exatamente onde bater em cada gongo e com que velocidade;
  • As cenas internas do palácio foram filmadas em um estúdio em Los Angeles. O cenário tinha três andares de altura e o comprimento e a largura de um campo de futebol, e incluía os aposentos de Penélope e um megaron, o grande salão que era o elemento central dos palácios da Grécia Antiga;
  • O cenário de Tróia foi construído em Aït Benhaddou, próximo às Montanhas do Atlas, no Marrocos, e ocupava mais de 2,5 acres, ou mais de 110.000 pés quadrados, espaço suficiente para acomodar 2.000 figurantes e mais de 60 construções;
  • Aproximadamente 90 maquiadores contribuíram para o filme ao longo de sua produção, atuando em áreas que incluíam maquiagem de beleza, trabalho com barbas, próteses, maquiagem de envelhecimento e cobertura de tatuagens, com o suporte de dois laboratórios de próteses — um nos Estados Unidos e outro no Reino Unido;
  • A pré-venda de ingressos para as exibições do filme em IMAX 70 mm ao redor do mundo começou em 17 de julho de 2025, exatamente um ano antes do lançamento do filme. Este é o primeiro longa-metragem da história a ter uma pré-venda com um ano de antecedência;
  • Esta é a segunda colaboração entre Sir Christopher Nolan e a Universal Studios. A parceria anterior, “Oppenheimer” (2023), arrecadou quase um bilhão de dólares nas bilheterias mundiais (apesar de ser um drama biográfico de três horas com classificação indicativa para maiores de 17 anos) e conquistou sete prêmios da Academia — incluindo Melhor Filme e Melhor Direção para Nolan;
  • Cada uma das várias réplicas do Cavalo de Tróia media aproximadamente 35 pés de altura. O cavalo usado na praia de Essaouira sofreu tantos danos por ter sido arrastado repetidamente pelas dunas durante as filmagens que, no set, brincavam dizendo que ele precisaria das nove vidas de um gato para sobreviver à produção;
  • Benny Safdie afirmou que Christopher Nolan lhe disse sem rodeios, durante a primeira ligação em que lhe ofereceu o papel, que ele teria que ganhar massa muscular, ao que Safdie pensou: “Tudo bem, acho que vou aceitar.”;
  • O Templo de Atena, a maior construção do cenário de Troia, media 48 pés e 8 polegadas de largura, 86 pés e 4 polegadas de profundidade e 37 pés de altura, e a vasta escadaria de pedra que conduzia à praça e ao templo foi construída inteiramente à mão;
  • Christopher Nolan optou por filmar em locações reais para enriquecer a narrativa e captar “o quão árduas teriam sido aquelas jornadas para as pessoas. E o salto de fé que estava sendo dado em um mundo não mapeado e inexplorado”. O diretor considerou que as condições climáticas variáveis ​​favoreceram essa abordagem prática, devido aos desafios que impunham;
  • As filmagens em vários países representaram uma agenda muito intensa para Zendaya, que estava filmando simultaneamente a terceira temporada de “Euphoria” (2019) e “Duna: Parte Três” (2026);
  • Esta é a terceira colaboração entre o ator Matt Damon e o cineasta Sir Christopher Nolan, após “Interestelar” (2014) e “Oppenheimer” (2023). Esta é a primeira vez que Damon protagoniza um filme de Nolan;
  • A produção utilizou 2,1 milhões de pés de película durante as filmagens, uma distância maior do que a viagem de Toronto a Nova York;
  • Terceira colaboração entre Sir Christopher Nolan e o compositor sueco Ludwig Göransson. Eles trabalharam juntos anteriormente em “Tenet” (2020) e “Oppenheimer” (2023), sendo que este último rendeu a Göransson um Oscar, um Globo de Ouro e um Grammy, entre muitos outros prêmios;
  • Este é o segundo filme da história a ser rodado exclusivamente com câmeras de película IMAX; o primeiro foi “Asas da Coragem” (1995), que na época só conseguia registrar alguns minutos de filmagem;
  • Robert Downey Jr. recebeu uma oferta para interpretar o deus grego Poseidon, o principal inimigo de Odisseu. Ele recusou o papel para fazer “Vingadores: Doutor Destino” (2026). Mais tarde, Christopher Nolan decidiu não retratar o personagem;
  • Os componentes de fibra de carbono utilizados na nova câmera de cinema IMAX Keighley são os mesmos materiais empregados em carros de corrida de Fórmula 1 e supercarros de alto desempenho;
  • O 13º longa-metragem dirigido pelo vencedor do Oscar Sir Christopher Nolan;
  • Christopher Nolan havia sido inicialmente escalado para dirigir o filme “Tróia” (2004), que é vagamente baseado na Ilíada, antecessora da Odisseia de Homero, mas acabou decidindo dirigir “Batman Begins” (2005);
  • Benny Safdie (Agamenon) é 9 anos mais novo que Jon Bernthal (seu irmão mais novo, Menelau);
  • Esta é a terceira colaboração entre a atriz Anne Hathaway e o cineasta Sir Christopher Nolan, após “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” (2012) e “Interestelar” (2014);
  • “The Odyssey” é o segundo filme consecutivo de Christopher Nolan com classificação indicativa “R” da MPA (após ‘Oppenheimer’); no entanto, antes de “Oppenheimer”, haviam se passado mais de 20 anos desde seu filme anterior com essa classificação, “Insônia” (2002);
  • Este será o terceiro filme de Robert Pattinson e Tom Holland juntos, após terem trabalhado anteriormente em “Z: A Cidade Perdida” (2016) e “O Diabo de Cada Dia” (2020);
  • O primeiro teaser trailer do filme foi exibido junto com as sessões de “Jurassic World: Recomeço” (2025). Durante semanas, ele foi apresentado apenas nos cinemas, sem ser disponibilizado online ou nas redes sociais. “Superman” (2025) foi o primeiro filme a exibir o teaser em formato IMAX;
  • A primeira notícia sobre o filme e a data de lançamento foi publicada pelo Deadline em 8 de outubro de 2024 — aniversário de Matt Damon;
  • Lady Gaga foi cotada para um papel neste filme;
  • Na Odisseia de Homero, Antínoo é o primeiro dos pretendentes a morrer pelas mãos de Odisseu. Neste filme, ele é o último;
  • As cenas em que os Shades emergem da areia em Hades foram filmadas de forma prática. Os dublês foram enterrados com tubos de respiração fora do enquadramento, cada um acompanhado por um responsável pela segurança, com cronômetros rigorosos que começavam a contar assim que cada pessoa era coberta pela areia;
  • A versão de Christopher Nolan para o Cavalo de Troia foi deliberadamente concebida sem rodas e apresentada como uma oferenda à deusa Atena, deixada afundando na arrebentação em vez de posicionada em uma planície, tornando o estratagema mais verossímil para o público moderno;
  • Quando Odisseu anuncia aos seus homens que partirão rumo a casa, Euríloco pergunta se eles têm provisões suficientes. Odisseu responde: “Já levamos o bastante de Troia. Umas duas paradas no caminho de volta não vão nos matar”. Essas paradas, de fato, mataram a todos, exceto Odisseu.

 

Ficha técnica

Diretor: Christopher Nolan.
Roteiro: Christopher Nolan (roteiro adaptado para o cinema) e Homero (baseado em “A Odisseia”, de Homero).
Produtores: Christopher Nolan, Emma Thomas, Thomas Hayslip, Zakaria Alaoui, Hjortur Gretarsson, Erik Paoletti e Kostas Raftopoulos.
Direção de Fotografia: Hoyte van Hoytema.
Editora: Jennifer Lame.
Design de Produção: Ruth De Jong.
Figurino: Ellen Mirojnick.
Cabelo e Maquiagem: Luisa Abel, Kaoutar Achoukhane, Hiad Adil, Mauro Agrò, Khadija Ailoul, Joceline Andrews, Dimitris Apostolidis, Elisabetta Arlotti, Abdenasser Assouane, Tiphanie Baum, Leila Benbrahim, Zineb Bendoula, Zhor Bennani, Kelsey Berk, Benedicta Bosco, Malika Bouizergane, Rkia Bourragat, Fatima Ait Brahim, Naima Brahim, Georgia Brown, Flóra Karítas Buenaño, Nicole Cagliari, Simona Calera, Fabio Campora, Barbara Cantu, Miki Caporusso, Federico Carretti, Franco Casagni, Federica Castelli, Silvia Castellucci, Helena Cepeda, Maria Chatzitheodorou, Arleen Chavez, Maria Chiara Compagnucci, Michele Costagliola, Becky Cotton, Sara Crescimbeni, Carolina Cubria, Radouane Dafaa, Hayat Ouled Dahhou, Salima Oulad Dahhou, Siham Ouled Dahhou, Cristina Dainotti, Cheryl Daniels, Daria Del Gobbo, Susie DeLeon, Aimee Dennett, Leslie Devlin, Ken Diaz, Amy Dudley, Chatzoglou Eirini, Taoufiq El Masnaoui, Asmae El Meziane, Aicha Elmaziane, Antonio Esposito, Lalla Rkia Ez-Har El Idrissi, Fatima Ezanifi, Veronica Falabella, Kay Felvus, Laura Fiasco, Denise Fischer, Nick Fischer, Alice Fiumarelli, Vivian Flores, Federica Fontana, Corinne Foster, Lane Friedman, Bruce Spaulding Fuller, Giulia Gabriele, Michelle Garbin, Luis García, Gaia Gaudesi, Diego Germani, Carlotta Giaon, Mara Gigante, Roma Goddard, Roxane Griffin, Angela Gugliotta, Nelly Guimaras, Malika Hamden, Zack Harris, Meghan Heaney, Chase Heard, Ísak Freyr Helgason, Roxie Hodenfield, Gina Homan, Joséphine Hoy, Alessandra Iamundo, Francesca Iamundo, Karima Ibartellou, Kerrin Jackson, Sara Jmili, Mustapha Kachawi, Elaine Kandel, Fares Karim, Argiro Kartsioti, Jamie Kelman, Souad Khattabi, Hiba Khouyi, Guðbjörg Huldís Kristinsdóttir, Sedi Kukwikila, Kabira Labiad, Said Lachkar, Amina Lahmar, Norma Lee, Delia Letham, Simone Liardo, Flavio Ligorio, Pamela Lucarini, Marilyn MacDonald, Lucia Mace, Traci Mackey, Sonia Maione, Martina Mancuso, Giulia Maran, Ilyas Marfous, Cheryl Marks, Akiko Matsumoto, Andriani Mattheou, Luca Mazzoccoli, Roxanne McDanel, Lauren McKeever, Achraf Mendyl, Ettore Merendino, Ferdinando Merolla, Nikos Mihos, Lorenzo Monti, Barbara Morosetti, Imane Moulaoui, Maurizio Nardi, Valerio Nardi, Peter Nicastro, Foteini Ntika, Bridget O’Neill, Conor O’Sullivan, Aby Oldfield, Lara Pace, Gaetano Panico, Elisabetta Paolucci, Gloria Pasqua Casny, Sotiris Paterakis, Cristina Patterson, Shelby Michael Patton, Sarah Penny, Francisco X. Pérez, Jennifer Petrovich, Alessandra Pierucci, Angelica Pinto, Giulia Poletti, Erika Poltronieri, Sofia Poulou, Hajar Quiloli, Ana Gabriela Quinonez, Abderrahmane Raysse, Nouha Rhojdami, Hind Ritab, Arturo Rojas, Sabine Roller, Cassie Russek, Federica Rutigliano, Aya Saber, Naoual Sabri, Hicham Sahi, Bouchra Sakhi, Oumaima Ait Salah, Abderrahim Salki, Francesca Scalera, Amy Schmiederer, Vivienne Simpson, Stella Soulele, Samantha Tansey, Moira Thomson, Valentina Tomljanovic, Souaad Tribak, Dimitra Tsounia, Pasquale Valentini, Angelo Vannella, Tonyia Verna, Samantha Ward, Kevin Wasner, LuAndra Whitehurst, Anthony Wilson, Nikki Wright, Hiro Yada, Giulio Zecchini e Khalid Laglil.
Música: Ludwig Göransson.
Elenco: Travis Scott, Matt Damon, Robert Pattinson, Corey Hawkins, Jarreth J. Merz, Niko Nicotera, Tom Holland, Elliot Page, Shiloh Fernandez, Rafi Gavron, Anne Hathaway, Elyes Gabel, Iddo Goldberg, Jamie Harris, John Ales, Raimy Lang, Mason Cufari, John Leguizamo, Mia Goth, Ryan Hurst, Sawyer, Nod, Kate Fuglei, Benny Safdie, Adam Croasdell, Mickey Shilowich, Katerina Antemel Mpa, Himesh Patel, Jovan Adepo, Andrew Howard, Josh Stewart, Logan Marshall-Green, Nick E. Tarabay, Charlize Theron, Zendaya, Jon Bernthal, Jimmy Gonzales, Jesse Garcia, Ryan de Quintal, Will Yun Lee, Anthony Molinari, Stephen Murphy, Matt Lasky, Ian Casselberry, Sean Avery, Yannis Kokiasmenos, Bill Irwin, Maurice Compte, Lupita Nyong’o, Xavier Brown, Jessie Cohen, Chess Lopez, Craig Gellis, Artoun Nazareth, Chris Riggi, Tyler Beardsley, Daniel Dorr, Barnaby Nolan, John King, Samantha Morton, James Remar, Brian Vernel, Michael Vlamis, Kamden Riley, Mirko Bonanno, Craig Edgley, Victor Isaac, Andrei Lenart, Jorge Leon, Douglas Rouillard e Evan Shafran.

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