Resenha crítica do filme Missão Refúgio (2026, Ric Roman Waugh)

A redenção de um homem jamais será um caminho fácil: exige enfrentar os próprios demônios para reparar os erros do passado e resgatar do limbo a dignidade, a fim de encontrar um propósito de vida. É o que o personagem central do filme Missão Refúgio (Shelter, 2025), Michael Mason (Jason Statham), busca fazer ao salvar a vida de Jessie (Bodhi Rae Breathnac), uma criança órfã que acaba de perder o tio (Michael Shaeffer), seu único parente.


Ele vive como um eremita em uma ilha na costa da Escócia (Hébridas Exteriores) e seu único vizinho é um farol desativado há anos. O ex-agente das Forças Especiais do governo britânico conta apenas com a companhia de seu cachorro. Porém, Mason frequentemente recebe a visita de Jessie, uma jovem que ajuda o tio a entregar a caixa de suprimentos na porta do “cliente”. Sempre que ela desembarca à ilha, o morador a frustra ao ignorá-la e desprezar o pequeno embrulho de presente deixado junto à caixa.

Advertida para não entregar a caixa de suprimentos na porta da casa de Mason, Jessie o impede de fechar a porta e lhe entrega uma caixa embrulhada como um presente. O gesto é ignorado por ele, e ela é novamente advertida para não subir mais até a casa dele.
Após Jessie entregar uma caixa com suprimentos, Mason pede para ela não subir mais até a casa e fecha a porta. A garota, porém, evita que a porta se feche, colocando o pé na abertura, e lhe entrega um pequeno embrulho de presente, que é ignorado por ele. Antes, ela é advertida novamente para nunca mais ir à casa dele.

Em outra entrega, no entanto, ela sobe até a porta da casa onde ele mora para cumprir seu compromisso. Ela bate à porta para que ele a receba. Ao abri-la, Mason pega a encomenda e se despede rapidamente, avisando-a para não subir até lá novamente. Ao fechar a porta, a menina coloca o pé para impedir o ato e estica o braço para lhe entregar um pequeno embrulho, que parece ser um presente. Novamente, o homem a adverte para nunca mais subir até sua casa. Ela rebate dizendo que o tio e ela vão à ilha semanalmente para trazer suprimentos, mas ele nunca desce para ao menos cumprimentá-los. Ao dizer o motivo desse comportamento, ele chuta o pé dela para fora e fecha a porta. Ela grita que não tem medo dele, deixa o embrulho no chão e vai embora.

Apesar de ser classificado como um filme de ação com suspense, Missão Refúgio, do diretor Ric Roman Waugh, acalma a adrenalina e a apreensão que esses gêneros geralmente proporcionam ao espectador ao longo da interação entre Mason e Jessie. Desde os primeiros minutos em que eles contracenam, o que se vê é algo próximo da relação entre pai e filha: cuidado e proteção. Essas ações ocorrem após o acidente no mar causado por uma forte tempestade que virou o navio pesqueiro onde o tio de Jessie a esperava. Como Jessie estava com seu pequeno barco a remo mais próximo da ilha, Mason mergulhou e nadou para resgatá-la do emaranhado de redes que a prendia no fundo do mar. Infelizmente, o tio afundou junto com o navio, pois ficou preso dentro da cabine.

Com a garota dentro de sua casa, o protagonista se vê sem saída quanto a tê-la ali, pelo menos até que ela se recupere do acidente que lhe tirou o único parente. Ao acordar, a inocente menina parece assustada e nervosa com a situação. Mason é questionado sobre vários assuntos, incluindo o motivo de ainda não ter ligado para ninguém, nem mesmo para a polícia.  Ele praticamente ignora tudo isso até o momento em que ela menciona que sua família irá procurá-la. Ele então responde que ela não tem família, que a mãe dela faleceu há alguns anos, que ela nunca conheceu o pai e que, até então, seu único parente era o tio.

Mason é um homem de poucas palavras, sem nenhuma pretensão na vida. Ele sobrevive ilhado em si mesmo e provavelmente questionando seus dilemas morais. Fechado em seu próprio mundo e isolado de qualquer ser humano, ele enfrenta em silêncio os erros do passado na companhia do cachorro, das garrafas de bebida e de um tabuleiro de xadrez. A presença repentina da jovem Jessie parece acender uma centelha de esperança no coração do introspectivo personagem de Statham. Ela se aproxima dele por meio da observação: vê-lo desenhando seu cachorro ou dando um xeque-mate à distância enquanto ele se confronta no jogo. Sem um nome, o cão é chamado por ela de Jack, e assim os dois também se aproximam.

Paralelamente à história dos dois personagens descritos até aqui, o espectador é apresentado ao vilão principal de Missão Refúgio, Stephen Manafort (Bill Nighy), que está sendo investigado em um inquérito público. Manafort, como é chamado, foi o chefe de Mason quando ele atuava como um assassino clandestino. Durante a gestão do antagonista no MI6 (Secret Intelligence Service – SIS), serviço de inteligência estrangeira do Reino Unido, foi desenvolvido um super-sistema inteligente – uma rede de vigilância de ponta chamada “Análise de Engajamento Humano Total” (ou A.E.H.T.). No entanto, foi descoberto, a partir de um hackeamento, que o sistema fazia coletas ilegais de diversos dados da população britânica. Essa violação de dados pessoais instaurou uma investigação contra Manafort e a Primeira-Ministra Fordham (Harriet Walter).

Em uma reunião posterior ao inquérito, o casal de vigaristas discute um acordo para o próximo passo após o vazamento desse escândalo nacional. A primeira-ministra orienta o seu comparsa a se afastar do cargo e se colocar nas sombras, onde, segundo ela, é o seu lugar. Para substituí-lo na chefia do MI6, Roberta Frost (Naomi Ackie), considerada a sua número dois, é a escolhida para ser uma espécie de bode expiatório.

De volta à ilha onde Mason e Jessie estão, ele vai ao continente comprar suprimentos. Ao sair de uma loja, sua retina é capturada por uma das câmeras do sistema A.E.H.T., que envia um alerta de alta prioridade à sala de operações do MI6. Porém, a identidade registrada pelo sistema é de um homem responsável por um atentado na embaixada britânica na Argélia. É óbvio que alguém acessou o sistema para modificar a identidade real de Mason. Fiquei coçando a cabeça com o fato de eles terem descoberto a localização exata do alvo a ser abatido. Será um furo de roteiro, Ward Parry?

Ao retornar das compras na cidade, Mason entrega uma peça de roupa a Jessie. Ele também comprou doces e, o principal, os remédios para o tornozelo machucado dela.
Nesse momento, Mason acabara de retornar das compras na cidade. Ele administra o remédio para a dor e o inchaço no tornozelo de Jessie e, em seguida, lhe entrega uma peça de roupa: um suéter.

Quando o MI6 descobre o local onde Mason se esconde há uma década, Roberta aciona sua equipe tática para invadir a ilha e capturá-lo. No entanto, ninguém do serviço secreto de inteligência desconfiava que o perfil do homem identificado havia sido alterado – o código fora manipulado para ocultar Michael Mason, um ex-agente das Forças Especiais dado como morto em combate dez anos antes. Essa descoberta só veio à tona depois que Mason matou todos os homens da equipe Alfa e sua verdadeira identidade foi revelada.

Nesse momento, a diretora do MI6 (Roberta Frost) mobiliza o agente de elite Workman (Bryan Vigier) para interceptar o alvo, Mason, que está na companhia de Jessie em uma fazenda na Escócia. Manafort observa toda a movimentação por meio das câmeras de monitoramento do sistema e entra em contato com Workman via mensagens criptografadas, dando início à operação “Black Kites”, cujo objetivo é eliminar o alvo assim que ele for avistado. Inicia-se, então, a caçada, e o suspense abre caminho para a ação, com Jason Statham arregaçando as mangas para interpretar um personagem que era considerado morto, que retorna ao jogo pela sobrevivência até o limite, disposto a salvar sua própria pele e principalmente proteger a vida da inocente Jessie, além de reencontrar velhos conhecidos de sua vida clandestina.

Statham mais uma vez sabe muito bem onde pisar: atuar em mais um filme de ação deve ser o seu parque de diversões. Seu personagem, Michael Mason, proporciona ao artista uma zona de conforto na qual põe para fora toda a sua expertise tanto como lutador de artes marciais quanto como um mergulhador profissional. O que ele sabe fazer fora das telas se adapta perfeitamente aos desafios de seu personagem.

Ao lado da estrela desse elenco interessante está a atriz infantil Bodhi Rae Breathnach, uma jovem irlandesa que estabelece uma parceria sustentável em cena com um veterano bom de briga, graças ao seu carisma. A compatibilidade entre eles é visível na tela e só evolui ao longo da história. Outro ator que se destaca, mesmo aparecendo pouco, é o conterrâneo de Statham, Bill Nighy. Ele garante certa elegância visual e expressiva em cena, enquanto mantém a discrição no modus operandi do antagonista Stephen Manafort.

O início de Missão Refúgio apresenta uma atmosfera dramática e repleta de suspense em torno do personagem principal. A ação está presente em momentos tensos de perseguição e de luta corporal, esta última se destaca pela prática de artes marciais do ator Jason Statham. A camada emocional é adicionada com a presença da jovem personagem Jessie, o coração do filme. É a garota o principal motivo das decisões de Mason durante a sobrevivência dos dois. Acredito também que ele encontrou nela um novo sentido para a sua vida, por meio de uma relação que se assemelha a um vínculo paterno-filial, caracterizado pelo cuidado, convivência e amor.

Não dá para ignorar a trilha sonora do compositor inglês David Buckley. Suas composições, que mesclam elementos eletrônicos e orquestrais, sobrecarregam ainda mais a tensão nas cenas de suspense. Na sequência em que Mason e Jessie acessam a boate para se encontrarem com Kamal Shah (Tom Wu), um traficante violento que tem os meios para tirar a menina do país sem deixar rastros, a trilha sonora apresenta músicas de artistas da cena eletrônica, como Anyma & Y Do I, Farveblind ft. Sebastian Monti e Boris Way. O setlist é eletrizante e torna a cena de ação ainda mais empolgante, enquanto o espectador acompanha a entrada e a saída de Mason, que distribui socos, chutes e tiros naqueles que o perseguem. Buckley também assina as trilhas sonoras de outros filmes de ação e suspense dirigidos por Ric Roman Waugh: Missão de Invasão ao Serviço Secreto (2019), Destruição Final: O Último Refúgio (2020), Missão de Sobrevivência (2023) e Destruição Final 2 (2026).

O roteiro de Ward Parry tem seus pontos fortes e fracos, mas o enredo demonstra uma busca redentora frente ao fardo cujo peso é resultado dos erros do personagem principal, que optou por priorizar a consciência em vez da missão, mesmo já sendo o assassino que é. A ação não é a prioridade máxima em Missão Refúgio, e Jason Statham demonstra muito mais do que chutes e socos; sua interpretação põe para fora o sentimento introspectivo exigido por seu papel. É um paradoxo complexo, mas ele pelo menos tentou.  

Na última parte, há dois confrontos interessantes e um “até breve”, no qual a promessa é cumprida por meio de uma peça de xadrez. No embate derradeiro com Workman se utiliza de armas comuns como a junção de uma corrente com uma barra de ferro — basta um golpe para quebrar um pescoço. Também é o fim do jogo para Manafort, para ele a morte vem à domicílio após algumas confissões dele e de seu antigo estimado, Mason, que não pensa duas vezes antes de puxar o gatilho novamente, passados dez anos.  

Inté, se Deus quiser!

 

NOTA: Nota do crítico - 3 estrelas (regular)

 

 

Trailer

 

Pôster

Pôster do filme "Missão Refúgio" (2026).

 

Curiosidade sobre Missão Refúgio

  • O farol decadente e o prédio onde Mason (Jason Statham) mora no início do filme foram construídos do zero pelo departamento de arte. Após o término das filmagens dessas cenas, a estrutura foi desmontada e os materiais de construção enviados para a Inglaterra, onde foram reaproveitados em cenas de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (2025), já que a mesma equipe do departamento de arte trabalhou em ambos os filmes;
  • Quando a operadora de computador do MI6 diz que estava verificando os “registros de missão de Poole” de Mason, ela está se referindo à cidade de Poole, na costa sul da Inglaterra, que é a base do Special Boat Service (SBS, o equivalente da Marinha ao mais conhecido Special Air Service), do qual Mason era membro;
  • As cenas foram filmadas em Wicklow, na Irlanda, no início de 2025;
  • O diretor deste filme, Ric Roman Waugh, reconheceu a dedicação do ator principal, Jason Statham, à produção do longa. O astro de ação realizou pessoalmente cenas de ação de alto risco, incluindo algumas filmadas em penhascos rochosos e acidentados;
  • Cerca de quinhentas garotas fizeram teste para o papel de Jesse, que acabou sendo interpretado pela atriz Bodhi Rae Breathnach, cuja estreia em um longa-metragem havia sido recentemente no filme de Shakespeare “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (2025);
  • O diretor do filme, Ric Roman Waugh, estava na verdade planejando tirar um longo período de férias após as longas e árduas filmagens da sequência de sucesso “Destruição Final 2” (2026), quando o astro de ação Jason Statham o contatou para dirigir este filme;
  • O apelido que a equipe de filmagem e o diretor Ric Roman Waugh deram à jovem atriz Bodhi Rae Breathnach durante as filmagens foi “Action Bodhi”;
  • Por razões de isenção fiscal, a maior parte deste filme (ou seja, as cenas que se passam na Escócia) foi filmada na República da Irlanda;
  • O filme ainda não tinha título quando a produção foi lançada no Mercado de Filmes de Cannes, na França, em maio de 2024. O nome do filme só seria revelado cerca de 18 meses depois, quando o título “Shelter” foi anunciado em outubro de 2025;
  • A abertura do filme exibe os dizeres: “Hébridas Exteriores, Ilhas Escocesas”. Este é o cenário onde Michael Mason (Jason Statham) vive uma vida reclusa e isolada. As cenas externas em plano geral são retratadas na rochosa Ilha Lamb, no Mar do Norte, em uma enseada conhecida como Firth of Forth, na Escócia. No entanto, as cenas externas em plano mais fechado foram, em sua maioria, filmadas no Condado de Wicklow, na Irlanda;
  • O astro Jason Statham disse à BBC News na estreia mundial do filme em Londres, em 20 de janeiro de 2026, que “o que torna este filme diferente é que ele tem um elemento de suspense maior em comparação com filmes de ação convencionais”;
  • O personagem de Jason Statham, Michael Mason, é um ex-fuzileiro naval, assim como seu personagem Levon Cade em seu recente filme de ação “Resgate Implacável” (2025);
  • A personagem da jovem Jessie (Bodhi Rae Breathnac) foi concebida desde o início como uma pessoa que engloba vulnerabilidade e uma resiliência feroz. Para o roteirista do filme, Ward Parry, criar essa dinâmica foi essencial para levar a história além de uma trama padrão de assassino em fuga;
  • Terceiro longa-metragem em que o personagem de Jason Statham é o guardião de uma jovem garota e a protege. Os filmes anteriores foram “O Código” (2012) e “Linha de Frente” (2013);
  • O nome da boate londrina era “Neon Dragon”. O título é fictício para o filme, mas o local em si é uma boate de verdade;
  • De acordo com o site “Mulderville”, “uma anedota das filmagens em Enniskerry [Irlanda] envolveu [Jason] Statham insistindo em refazer uma cena de resgate fisicamente exigente em águas quase congeladas porque, segundo ele, ‘Mason não hesitaria’”;
  • O nome “Shelter” do filme tem sido amplamente utilizado nos últimos 25 anos – três décadas como título, sendo este filme de 2026 aproximadamente a décima vez nesse período que o título “Shelter” é usado como nome de um longa-metragem dramático;
  • Ric Roman Waugh substituiu Baltasar Kormákur como diretor do filme;
  • O exótico arco de pedra vertical que aparece no final do filme é a “Puente Nuevo”, construída no século XVIII em Ronda, Málaga, Espanha. Seu nome em espanhol se traduz para o português como “Ponte Nova”. Ela está situada entre penhascos de calcário dentro de um desfiladeiro de 120 metros de profundidade conhecido como “El Tajo”;
  • Um dos membros da banda de rock irlandesa Eldars aparece neste filme;
  • O filme teve sua estreia mundial em 20 de janeiro de 2026 no Cineworld Empire Leicester Square, em Londres, Inglaterra, Reino Unido;
  • Um dos dois longas-metragens dirigidos pelo cineasta Ric Roman Waugh que estrearam no mesmo ano de 2026. O outro é “Destruição Final 2” (2026). Ambos os filmes estrearam com cerca de três semanas de diferença, no mesmo mês de janeiro;
  • O termo “Black Kites” mencionado no filme refere-se a uma antiga unidade secreta de operações especiais do governo britânico, uma equipe de elite para matar, cujos responsáveis ​​tinham plausível negação de envolvimento. Essa unidade recrutava agentes das Forças Especiais para atuarem como seus agentes de campo;
  • O significado da sigla T.H.E.A. é “Total Human Engagement Analytics” (Análise Total de Engajamento Humano). Trata-se de um sistema de vigilância clandestino, ilegal e baseado em inteligência artificial, usado pelo MI6 para monitorar pessoas em todo o Reino Unido. É um programa de vigilância ilegal que viola a privacidade dos cidadãos britânicos. O site ‘TV Tropes’ afirma: “O sistema THEA é um enorme banco de dados de pessoas de interesse do MI6, conectado a todas as câmeras em rede do país, com software de reconhecimento facial para monitorar os indivíduos em questão. O fato de isso representar uma enorme invasão da privacidade das pessoas é mencionado logo no início do filme…”;
  • Inicialmente, a ideia era filmar o filme no Reino Unido e na Islândia, quando o diretor Baltasar Kormákur foi contratado para dirigi-lo;
  • Terceira produção filmada em que a atriz Harriet Walter interpretou uma primeira-ministra ou primeira-dama. Em “Shelter” (2026), ela interpreta a primeira-ministra inglesa Fordham. Recentemente, interpretou a primeira-ministra britânica Margaret Thatcher na minissérie de TV em duas partes “Brian and Maggie” (2025). Anteriormente, ela interpretou Clementine “Clemmie” Churchill, esposa do primeiro-ministro Winston Churchill, em 7 episódios da série de televisão “The Crown” (2016-2023);
  • Quinto de cinco longas-metragens colaborativos do compositor musical David Buckley e do diretor de cinema Ric Roman Waugh [até o momento, fevereiro de 2026];
  • O site “Mulderville” afirma que, de acordo com as notas de produção do filme, “a transição na liderança [da produção] acentuou o tom da história, ancorando a ação explosiva a um núcleo emocional que ressoou fortemente com o elenco e a equipe”;
  • Os créditos finais agradecem a Uri Geller, o famoso vidente dos anos 70, por “filmar em Lamb Island“, a pequena porção de terra que ele possui e onde afirma estar enterrado um antigo tesouro egípcio, segundo Dennis Harvey em sua crítica ao filme para a revista especializada em entretenimento “Variety”;
  • Terceiro filme de espionagem dirigido por Ric Roman Waugh. “Shelter” (2026) apresenta a agência de espionagem MI6 e personagens que trabalham para ela. Anteriormente, Waugh dirigiu “Missão de Sobrevivência” (2023), também conhecido como Operation Kandahar, que apresentou agentes da CIA e da Inteligência Inter-Serviços do Paquistão (ISI) no Oriente Médio. Antes disso, ele dirigiu “Invasão ao Serviço Secreto” (2019), que apresentou agentes de inteligência trabalhando tanto para a CIA quanto para o Serviço Secreto dos Estados Unidos;
  • De acordo com o site “Farm Locations”, “… foi na Fazenda Blossom, em Hertfordshire, que Mason (Statham) e Jessie (Breathnach) se esconderam após fugirem da ilha escocesa. É nessa fazenda que se passa grande parte da ação, incluindo um tiroteio na casa, explosões de carros da polícia no quintal e uma perseguição de carros pela estrada.”;
  • O ator principal, Jason Statham, esteve fortemente envolvido na construção da autenticidade da batalha interna de seu personagem, o ex-assassino Michael Mason;
  • Neste filme, Bill Nighy interpreta o chefe de uma equipe de assassinos (Black Kites); em O Jogo do Disfarce (2024), ele interpreta um assassino;
  • Os cineastas utilizaram tratadores e treinadores de animais profissionais para as cenas do filme que incluíam cães, como o pastor alemão de estimação de Jason Statham;
  • O diretor deste filme, Ric Roman Waugh, comparou a atmosfera do longa aos clássicos do faroeste e aos thrillers focados nos personagens;
  • O diretor do filme, Ric Roman Waugh, disse o seguinte sobre ele: “Quando li o roteiro e vi que Jason [Statham] estava interessado, pensei: ‘Isso é “Chamas da Vingança” (2004). Isso é O Profissional. Mas também me lembrou um dos meus filmes favoritos, Os Brutos Também Amam’, dos anos 50. Você volta no tempo e vê isso.”;
  • O personagem do chefe espião de Bill Nigh chama-se Manafort. Os personagens “M” nos filmes 007 têm sobrenomes que começam com a letra “M”, como Gareth Mallory, Barbara Maudsley, Olivia Mansfield e Sir Miles Messervy.
  • Às vezes, entre as filmagens, o astro de ação Jason Statham falava sobre o fascínio de interpretar um homem que não é uma máquina de matar calculista por escolha, mas sim um sobrevivente moldado pelas circunstâncias;
  • Segundo o material de imprensa, o diretor Ric Roman Waugh enxergou o elenco de apoio do filme não apenas como obstáculos ou recursos narrativos, mas como peças integrais do mundo fragmentado do ex-assassino Michael Mason (Jason Statham): antigos aliados transformados em ameaças e estranhos arrastados para a tempestade que ele esperava nunca ter que desencadear;
  • O filme retrata uma cidade chamada “Stornoway”. Trata-se de um lugar real nas Hébridas Exteriores, na Escócia. É a principal e maior cidade da região, além de ser a capital da ilha de Lewis e Harris. No entanto, a produção não filmou lá, e sim no Condado de Wicklow, na Irlanda;
  • Segundo o site ‘4Filming’, na praia de Travelahawk, na cidade de Wicklow, “um farol foi construído especialmente para o filme no alto do penhasco, enquanto uma estrutura de abrigo personalizada foi erguida diretamente na praia. Esses cenários foram projetados especificamente para o filme e se tornaram pano de fundo central para momentos-chave de ação e desenvolvimento dos personagens. A produção também capturou imagens dramáticas do mar, com filmagens feitas da água para mostrar plenamente o litoral acidentado.”;
  • O filme conta com um ator indicado ao Oscar (Prêmio da Academia) – Bill Nighy;
  • De acordo com Stephen Silver, do “Splice Today”, o personagem de Bill Nighy chama-se “Manafort”, aparentemente em homenagem ao gerente de campanha de Trump em 2016, que foi indiciado, condenado e perdoado. No entanto, apesar de todas as suas supostas transgressões, Paul Manafort nunca foi um espião;
  • Tanto o protagonista Mason (Jason Statham) quanto o antagonista Workman (Bryan Vigier) têm sobrenomes que fazem referência ao trabalho braçal. No filme, ambos são assassinos e foram membros de unidades de operações secretas de elite do MI6;
  • Diversos elementos, locais e cenas típicos de James Bond estão presentes neste filme:

Alguns locais específicos comuns são apresentados: a sede do MI6 em Vauxhall, que apareceu nos filmes de Craig e Brosnan sobre Bond, e, a partir de “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999), os locais de filmagem do rio Tâmisa, Canary Wharf, Millenium Dome e Isle of Dogs.

O primeiro nome do assassino inimigo de Michael Mason (Jason Statham), Workman, é James, como em Bond.

Há uma investigação oficial do governo/parlamento, como em “007 – Operação Skyfall” (2012).

Michael Mason (Jason Statham) é órfão, como o personagem James Bond.

O chefe dos espiões, Manafort (Bill Nigh), tem um sobrenome que começa com a letra “M”, típico dos personagens “M” dos filmes de Bond.

Michael Mason (Jason Statham) bebe garrafas de vodca, enquanto James Bond bebe vodca martini, batido, não mexido.

A perseguição de carro tem algumas semelhanças com a filmada na Escócia em “007 – Sem Tempo Para Morrer” (2021).

James Bond e Michael Mason (Jason Statham) são ambos ex-membros da Marinha Real/Fuzileiros Navais.

O filme se passa principalmente na Escócia, de onde vêm a herança e a genealogia de James Bond.

A relação entre Mason e Jesse é como a de pai e filha. Em “007 – Sem Tempo Para Morrer” (2021), James Bond e Madeleine têm uma filha chamada Mathilde.

Três filmes de James Bond foram filmados na Escócia, que é o cenário principal deste filme. Os filmes de 007 filmados lá incluem “007 – Operação Skyfall” (2012), “007 – Sem Tempo Para Morrer” (2021) e “007 – O Mundo Não É o Bastante” (1999).

  • O astro Jason Statham realizou muitas de suas próprias cenas de ação. Entre elas, cenas com fogo, água, sequências de luta, uma pistola de pregos, perseguição de carros e um barco a remo;
  • Dublin, na Irlanda, “serviu como uma base de produção prática para a parte irlandesa das filmagens”, com os escritórios de produção localizados lá, de acordo com o site ‘4Filming’;
  • Embora Daniel Mays e Bill Nighy não tenham cenas juntos neste filme, eles já haviam aparecido juntos em “O Exército do Papai” (2016);
  • Primeira colaboração em um longa-metragem entre o ator Jason Statham e o diretor Ric Roman Waugh. Ambos já haviam dirigido filmes com títulos semelhantes. Waugh dirigiu “O Acordo” (Snitch, 2013), enquanto Statham estrelou “Snatch – Porcos e Diamantes” (Snatch, 2000);
  • Segundo longa-metragem da jovem atriz Bodhi Rae Breathnach. Seu primeiro foi o recente filme “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (2025). Ambos os filmes foram rodados no Reino Unido;
  • “Shelter” (Missão Refúgio, 2026) é o quarto filme de Jason Statham com um título de uma palavra começando com a letra “S”, depois de “Spy” (A Espiã Que Sabia de Menos, 2015), “Safe” (O Código, 2012) e “Snatch” (Snatch – Porcos e Diamantes, 2000);
  • O filme teve quatro produtoras/empresas: Cinemachine, Stampede Ventures, Black Bear Pictures e Punch Palace Productions;
  • Neste filme, Bill Nigh interpreta Manafort, um chefe/agente de espionagem do MI6. Quando jovem, Nigh participou de um episódio de 1983 da série britânica de espionagem “Reilly: O Maior dos Espiões”, intitulado “The Visiting Fireman” (T1.E3). Mais tarde, estrelou os três filmes da trilogia “The Worricker”, uma série de espionagem da BBC escrita por David Hare. Os três telefilmes que compõem a trilogia são “A Oitava Página” (2011), com Rachel Weisz; “Caribe: A Trajetória de Worricker” (2014), com Christopher Walken; e “Europa: A Trajetória de Worricker” (2014), com Helena Bonham-Carter. Nigh também atuou em filmes de espionagem como “Alex Rider Contra o Tempo” (2006) e em dois filmes de John le Carré: “O Jardineiro Fiel” (2005) e “A Pequena Tamborileira” (1984). Ele também participou de produções relacionadas como “Matador em Perigo” (2010) e da minissérie de TV “State of Play” (2003);
  • Dois dos atores principais do filme já trabalharam em produções relacionadas a William Shakespeare e/ou a alguma de suas obras. A atriz Bodhi Rae Breathnach atuou recentemente em “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet” (2025) (baseado na peça ‘Hamlet’, de Shakespeare, onde interpreta Susanna Shakespeare, a filha mais velha de Agnes e William Shakespeare), enquanto Jason Statham fez a dublagem de Tybalt em “Gnomeu e Julieta” (2011), filme que foi vagamente baseado na peça ‘Romeu e Julieta’, também de Shakespeare;
  • Em determinado momento deste filme de espionagem, Manafort (Bill Nigh) se refere a esfregar sal em suas feridas. Anteriormente, Nigh estrelou o telefilme de espionagem “Europa: A Trajetória de Worricker” (2014) (TV);
  • Quando Jason Statham mergulha em águas turbulentas, ele demonstra uma técnica de mergulho e natação muito rudimentar, apesar de ser um mergulhador e nadador de nível internacional que já representou a Grã-Bretanha.

 

Ficha técnica

Diretor: Ric Roman Waugh.
Roteiro: Ward Parry.
Produtores: Volodymyr Artemenko, Elizabeth A. Bell, Jon Berg, Brendon Boyea, Ben Burt, Rachael Cole, Christian Contreras, John Friedberg, Andrew Golov, Victor Hadida, Michael Heimler, Macdara Kelleher, Ward Parry, Edmund Sampson, Teddy Schwarzman, Mike Shanks, Greg Silverman, Jason Statham, Yevgen Stupka, Ric Roman Waugh, Tom White e Gideon Yu.
Diretor de fotografia: Martin Ahlgren.
Editor: Matthew Newman.
Direção de arte: Victoria Allwood, Rebecca Dorrian, Amber King, Katie Money, Emily Norris, Emma Ryan e Georgia Eithne Walker.
Figurino: Suzie Harman.
Cabelo e maquiagem: Thiago Herrera Aquilini, Peter Burke, Shannon Daly, Aisling Duffy, Sían Fitzgerald, Kevin Fortune, Catherine Heys, Joe Heys, Joe Hopker, Magdalena Janusinska-Surma, Roseanna Larner, Nadine Mann, Sara Osborn, Paul Pattison, Chloe Reddan, Natasha Thompson, Emma Louise West, Julia Wilson e Saoirse Yuan.
Música: David Buckley.
Elenco: Jason Statham, Bodhi Rae Breathnach, Michael Shaeffer, Anna Crilly, Bill Nighy, Harriet Walter, Eugenia Caruso, Celine Buckens, Naomi Ackie, Bally Gill, Bronson Webb, Laurent Buson, Bryan Vigier, Rodaidh Findlay, Ryan Fletcher, Tomi May, Ansko Pitkänen, Daniel Mays, Sofian Francis, Kai Martin, Tom Wu, Billy Clements, Gordon Alexander, Adam Collins, Jon Slayer, Harriet Barrow, Tara Hoyos-Martinez, Steven Blades, Derek Carroll, Tom Delahunty, Damien Donnelly, Andrew Fagan, Paweł Kotyński e Louise Laag.

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