Resenha crítica do filme F1: O Filme (Joseph Kosinski, 2025)

A minha esperança quanto ao filme “F1: O Filme” (F1, 2025) era a mesma que a equipe fictícia APX Grand Prix (APXGP) tinha em ser campeã: quase nenhuma. Porém, ao saber que o piloto heptacampeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton, estava envolvido diretamente como produtor executivo e consultor técnico, tomei segurança para cravar que o rumo do filme estava destinado a tomar o posto de arrasa-quarteirão e de quebra arrecadar uma quantia acachapante em dinheiro com a bilheteria.


O longa-metragem “F1: O Filme” é um drama sobre corridas que utiliza com maestria as pistas e os boxes (bastidores) dos famosos circuitos da bilionária e tecnológica Fórmula 1, para contar uma história cujo protagonista é um piloto que retorna da aposentadoria demonstrando ousadia e coragem para brigar nas pistas e vencer, utilizando como parte da estratégia correr sobre o limite do regulamento para assim conquistar o primeiro lugar do pódio. A produção impressiona desde os primeiros minutos. O diretor Joseph Kosinski repete a fórmula de sucesso aplicada em seu outro drama de ação de tirar o fôlego, “Top Gun: Maverick” (2022).

No enredo que se segue, o espectador acompanha os bastidores da equipe de Fórmula 1 APXGP: a escuderia de alto valor montada e dirigida por Ruben Cervantes (Javier Bardem). A equipe conhecida como azarona, encontra-se em um momento difícil por não conseguir pontuar. Com a falência colada na traseira da APXGP, Ruben se vê na iminência de perder o comando da sua própria equipe caso os pontos não comecem a ser somados. É então que ele encontra o seu ex-colega de profissão, o experiente piloto aposentado Sonny Hayes (Brad Pitt), para ajudá-lo. Este é convidado pelo seu amigo para retornar às pistas da Fórmula 1 pilotando um dos carros da APXGP – mesmo passados 30 anos sem entrar no cockpit de um supercarro. Nessas 3 décadas afastado da F1, Sonny participou de diversas modalidades do automobilismo e pilotou os mais variados modelos de carros.

Ruben Cervantes sentado ao lado do seu ex-colega de Fórmula 1 e amigo, Sonny Hayes - segurando o seu baralho de cartas da sorte. O piloto Sonny é a última jogada decisiva de Ruben para salvar a sua equipe de Fórmula 1, APXGP, da falência.
Ruben Cervantes sentado ao lado do seu grande amigo da época de Fórmula 1, Sonny Hayes. O piloto Sonny manipula o seu baralho de cartas da sorte, pois vai precisar diante do milagre que ele precisa operar nas pistas para tirar a corda do pescoço de Ruben e salvar a escuderia APXGP da falência.

Dentro da APXGP, Sonny é apresentado ao seu companheiro de equipe, o jovem piloto Joshua Pearce (Damson Idris) – apesar de pouca experiência, o novato demonstra talento dentro das pistas, porém, nos bastidores, Pearce apresenta um comportamento narcisista elevado a sua soberba perante a posição de piloto. Esse comportamento é demonstrado em cima dos integrantes da equipe e principalmente sobre a chegada do novo piloto, o já calejado Sonny, maduro o bastante para orientar o seu novo colega de equipe a não queimar a largada – experiência dolorosa vivida por ele mesmo na década de 1990, quando era considerado uma promessa precoce da F1.

Mais uma vez, enfatizo em escrever que este filme é um drama de esporte do qual se vê por meio do personagem interpretado por Brad Pitt muito além das disputas pelo primeiro lugar, em busca de ser campeão. O que se vê em “F1: O Filme” é o quanto o espírito de equipe se torna um estado mental essencial para todos estarem em perfeita harmonia com o objetivo principal, principalmente em um esporte tão minucioso e calculista como uma temporada de corridas na Fórmula 1. A tecnologia de última geração embarcada nos carros é somente um detalhe, não mais importante que a inteligência emocional do ser humano correndo contra o tempo em velocidade superior à trezentos quilômetros por hora, tendo ainda que raciocinar sobre as pressões da força G (equivalente a cinco vezes ou mais o peso do corpo) a cada aceleração, frenagem e, principalmente, a cada curva.

Cada personagem tem a sua importância e personalidade posta à flor da pele diante da velocidade e dos desafios que cada um tem para o sucesso do todo. Isso se vê muito por meio da personagem Jodie (Callie Cooke) – a única mecânica mulher na equipe de apoio comandada por Sonny Hayes -, a jovem passa por alguns momentos cruciais de insegurança e que são duramente criticados pelo, até então, arrogante piloto Pearce. No entanto, ao longo do filme, o personagem que em nenhum momento faz um “Pitt” stop, Sonny Hayes, orienta Jodie, Pearce e os demais do staff conforme sua percepção de cada corrida a ser encarada – confiança adquirida ao longo da experiência de décadas, caindo e levantando das suas cagadas cometidas quando jovem.

A experiência ao assistir “F1: O Filme” é elevada junto dos trabalhos técnicos realizados por dois grandes nomes em suas respectivas áreas de atuação: o compositor e produtor musical alemão Hans Zimmer com a sua trilha sonora eletrônica eletrizante e o diretor de fotografia chileno Claudio Miranda, ambos são profissionais premiados em suas profissões e realizadores classificados no primeiro escalão do cinema mundial. A trilha sonora ouvida em harmonia com o design de som preenche o espaço do espectador, ao mesmo tempo que proporciona maior apelo sensorial quanto a qualidade vista nas filmagens. O resultado desse audiovisual aguça ainda mais os sentidos frente a adrenalina descarregada pelos personagens durante as corridas e também na trama de bastidores. 

As câmeras instaladas no cockpit dos carros de Fórmula 1 aumentam o realismo das corridas, principalmente quanto ao efeito de rádio aplicado à comunicação entre os pilotos e os membros da equipe. A câmera exterior flutua pela pista em planos-sequências que dão aquele friozinho na barriga – essas tomadas aumentam o campo de visão do espectador quanto aos movimentos dos carros durante o percurso do circuito, aumentando ainda mais a expectativa para o elemento surpresa da estratégia e a dinâmica de cada disputa acirrada entre os pilotos da APXGP e seus adversários.

Sonny Hayes observa o seu companheiro de equipe, Joshua Pearce, investindo numa tentativa de ultrapassá-lo em plena corrida.
Nesta imagem impressionante, capturada de uma câmera instalada no cockpit do carro do piloto Sonny Hayes, é possível acompanhar a disputa ferrenha entre Sonny e o seu companheiro de equipe, Joshua Pearce, investindo em uma tentativa de ultrapassagem. As semelhanças com as imagens que se assiste nas transmissões televisivas da Fórmula 1 são absurdas.

Fazem jus à produção de alto nível visto neste filme de motorsport outros departamentos técnicos que também contribuem à qualidade desta obra de Joseph Kosinski – diretor de cinema conhecido por saber utilizar em seus filmes a computação gráfica. Quanto ao uso dessa tecnologia para alcançar um resultado ainda mais próximo do que acontece em uma corrida real, os efeitos especiais – supervisionados por Glen Winchester – corroboram o nível da magia cinematográfica ao traduzir em imagens impressionantes a narrativa estruturada no bom roteiro de Ehren Kruger.

A presença do excelente ator Brad Pitt no elenco, torna-se uma peça importante para que a engrenagem transmita a rotação necessária junto aos outros elementos que em sincronia, dão o torque necessário para que o potente motor “F1: O Filme” realize seu trabalho de forma eficiente. Todo esse funcionamento é visto dentro e fora das pistas com os atores atuando em perfeita sincronia e carisma – principalmente quando o chefe da equipe Kaspar Smolinski (Kim Bodnia), a diretora técnica Kate McKenna (Kerry Condon) e o piloto Josué Pearce, estão alinhados com quem realmente tem a manha e o traquejo das pistas em suas veias para levar a escuderia APXGP ao posto de campeã da Fórmula 1, Sonny Hayes.

A história tem uma mecânica que dificilmente decepciona. Ao longo do enredo, é possível ver os personagens passando por dramas pessoais, conflitos profissionais que esbarram no ego da inexperiência e também na confiança em excesso de experiência; em meio a muita ação, derrotas, acidentes, estratégia e engenharia. No meio disso tudo ainda sobra um espaço para pintar um romance tão fugaz quanto o tempo de vantagem do segundo colocado para o líder. 

Pode ser que em alguns momentos o espectador mais familiarizado com as regras e conceitos da F1 venha torcer o nariz para uma cena e outra dispersas da realidade do esporte retratado. Acredito piamente que certas incongruências podem ser introduzidas como parte da licença poética cinematográfica, principalmente se isso for acrescentar de maneira positiva ao resultado final que certa experiência proporciona ao entretenimento de quem usufrui.

O que você assiste nesta produção cinematográfica voltada ao drama e ao automobilismo, é o resultado que qualquer esporte proporciona tanto na vida do espectador – que neste caso torce para a sua escuderia ou o seu piloto – quanto para a vida de esforço e muita dedicação do próprio profissional para chegar ao primeiro lugar e não decepcionar as pessoas que o cercam – em especial àquela que dedica parte do seu precioso tempo para torcer e vibrar pela conquista, ou ainda sofrer e chorar com a derrota do ídolo: o fã do esporte.

Inté, se Deus quiser!

 

NOTA: Nota do crítico: 4 estrelas (ótimo)

 

 

Trailer

 

Pôster

Pôster do filme "F1: O Filme" (2025).

 

Curiosidades sobre F1: O Filme

  • Brad Pitt recebeu 30 milhões de dólares, o maior salário de sua carreira;
  • A Apple criou câmeras personalizadas para serem instaladas nos carros. Elas eram operadas por um controle remoto projetado pela Panavision. Cada carro tinha 15 suportes e podia transportar até quatro câmeras simultaneamente. Para minimizar o peso, as câmeras tinham apenas 10 cm por 10 cm, um quarto do tamanho das usadas em “Top Gun: Maverick” (2022);
  • Segundo uma entrevista com o produtor Jerry Bruckheimer, levou um ano para convencer tanto a FIA (organizadora das corridas de F1) quanto as 10 equipes a permitirem que a produção filmasse as equipes e os pilotos de F1 nas pistas durante os fins de semana de corrida. Uma preocupação da equipe Red Bull era ser retratada como vilã, visto que a equipe Mercedes construiu o carro para o filme e o piloto da Mercedes, Hamilton, foi adicionado como produtor. Bruckheimer prometeu que nem a FIA nem nenhuma das equipes seriam retratadas de forma negativa;
  • As filmagens ocorreram durante vários fins de semana de Grandes Prêmios nas temporadas de 2023 e 2024, incluindo o fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha em julho de 2024 em Silverstone, Reino Unido. Uma garagem foi montada para a equipe fictícia de Fórmula 1 entre as garagens das equipes Mercedes e Ferrari. Ela foi usada para filmar diversas cenas ao lado de uma estrutura que simulava o muro dos boxes, onde a corrida fictícia acontecia. Essa mesma estrutura também foi utilizada em várias etapas europeias da temporada de F1;
  • Uma sessão de exibição privada foi realizada no Festival de Cinema de Cannes para os pilotos da temporada de 2025;
  • A Forbes estimou que o filme arrecadou US$ 40 milhões com patrocínios e acordos de marca;
  • Brad Pitt e Damson Idris dirigiram todos os seus carros, a velocidades de até 290 km/h (180 mph);
  • A música usada no trailer, “The Chain”, do Fleetwood Mac, é sinônimo de Fórmula 1, sendo utilizada pela BBC em suas transmissões do esporte desde 1978;
  • Brad Pitt pilotou um Dallara F2 2018 modificado, que teve o motor a combustão substituído por um motor elétrico. O carro foi desenvolvido em colaboração com a equipe Mercedes F1 e a Carlin Motorsport;
  • Joseph Kosinski disse que eles tinham mais de 5.000 horas de filmagem e quase 2 anos para editar por causa das greves, o que lhes deu tempo para fazer tudo certo;
  • Apesar de interpretar a mãe dele no filme, Sarah Niles tem pouco mais de 4 anos a mais que Damson Idris;
  • Simone Ashley participou de toda a turnê promocional e concedeu entrevistas para o filme até uma semana antes do lançamento nos cinemas, apenas para descobrir no último minuto que todas as suas cenas haviam sido cortadas. Ashley aparece brevemente, mas não tem falas no filme. É incomum um ator participar da promoção de um filme cujas cenas foram cortadas. O diretor Joseph Kosinski declarou à revista People em junho de 2025 sobre a decisão de reduzir o papel de Ashley no filme: “Acontece em todos os filmes, quando você precisa filmar mais do que pode usar. Havia duas ou três histórias que, no fim das contas, não entraram na versão final. Mas Simone é um talento incrível, uma atriz incrível, uma cantora incrível, e eu adoraria trabalhar com ela novamente.” Em entrevista ao Entertainment Tonight na estreia do filme em Nova York, em 16 de junho de 2025, Kosinski também admitiu que ligou pessoalmente para Ashley com antecedência para informá-la de que sua história havia sido cortada. Kosinski também confirmou que a história dela estava ligada ao personagem de Damson Idris e acrescentou que os cortes para adequar o filme ao tamanho certo foram “brutais”.;
  • Brad Pitt é há muito tempo um grande fã de automobilismo. Pitt estava originalmente escalado para estrelar ao lado de Tom Cruise em “Go Like Hell”, com direção de Joseph Kosinski, mas o projeto foi cancelado por motivos financeiros e mais tarde se tornou “Ford vs. Ferrari” (2019). Desde então, Pitt produziu e narrou o documentário sobre MotoGP “Hitting the Apex” (2015). Em 2016, Pitt teve a honra de dar uma volta no circuito antes do início das 24 Horas de Le Mans, na França;
  • O diretor Joseph Kosinski relembrou a reação inicial de Sir Lewis Hamilton ao ver as imagens da corrida: “Ele sorriu e disse: ‘Parece rápido’. Eu pensei: ‘Graças a Deus‘. Se o Lewis diz isso, estamos no caminho certo.”;
  • Embora não tenham participado das corridas, todas as cenas internas em que os atores aparecem ao volante são, na verdade, eles mesmos. Pitt mencionou recentemente que já percorreu mais de 9.600 quilômetros de carro, o que o torna um piloto bastante experiente no esporte;
  • As cenas do simulador de corrida foram filmadas na sede e fábrica da equipe Mercedes F1 em Brackley, no Reino Unido;
  • A ex-engenheira de estratégia da Fórmula 1, Bernie Collins, da Irlanda do Norte, serviu de inspiração para a personagem de Kerry Condon como Kate McKenna, a primeira diretora técnica feminina da equipe APX GP de Fórmula 1 no filme;
  • A protagonista feminina, Kerry Condon (Kate), aprendeu a embaralhar um baralho de cartas como uma profissional, mas ficou desapontada quando sua “especialização” foi capturada apenas em um close de suas mãos, excluindo seu rosto;
  • Antes das filmagens, Pitt e Idris testaram carros de Fórmula 3 e Fórmula 2 em Paul Ricard, na França;
  • Em uma referência às corridas reais, o chefe da equipe Haas, Gunther Steiner, aparece soltando palavrões, algo pelo qual é famoso entre os fãs de Fórmula 1. No filme, ele os profere silenciosamente, mas a leitura labial é clara. Embora Gunther normalmente não seja visto xingando durante as transmissões das corridas, a série da Netflix “Drive to Survive” teve um episódio sobre ele onde isso ficou bem evidente;
  • Com uma bilheteria mundial de US$ 146 milhões, o filme é considerado o primeiro sucesso de bilheteria da Apple Studios e o primeiro filme do estúdio a liderar as bilheterias em seu fim de semana de estreia;
  • Sonny Hayes usa meias diferentes, assim como o ex-piloto de F1 Alex Wurz (1997-2007) usava sapatos/botas de corrida diferentes;
  • A produção do filme entrou em contato com a equipe Williams Racing para usar seu túnel de vento por quatro dias, interrompendo o cronograma de desenvolvimento do carro de Fórmula 1 da equipe para 2025. A FIA esteve presente para monitorar o acordo e garantir que a equipe não obtivesse nenhuma vantagem técnica. A maquete do carro de corrida APXGP de Brad Pitt era significativamente diferente do chassi Williams FW47;
  • A citação de Sonny sobre sua experiência transcendental ao volante foi inspirada na famosa declaração de Ayrton Senna: “De repente, eu estava quase dois segundos mais rápido do que qualquer outra pessoa, incluindo meu companheiro de equipe com o mesmo carro. E era como se eu não estivesse mais dirigindo conscientemente. Eu estava dirigindo por instinto, só que em uma dimensão diferente. Eu simplesmente ia, ia, ia. E percebi que estava muito além da minha compreensão consciente.”;
  • A sede da APX é, na verdade, a sede da McLaren – o McLaren Technology Center. Embora a maioria das cenas internas sejam do mesmo lado, não é possível ver a fábrica de outra equipe ou um ambiente de estúdio, exceto na entrada (quando Pearce chega com sua mãe e seu empresário/primo), no escritório do chefe da equipe com o famoso McLaren Honda vermelho e branco ao fundo e na sala de treinamento, que mostra o famoso lago em frente ao prédio;
  • Roscoe, o adorado buldogue inglês de Lewis Hamilton, campeão mundial de automobilismo, faz uma participação especial logo no início do filme. Ele aparece passeando pelo paddock antes de uma corrida. Roscoe frequentemente acompanha Lewis nas pistas, principalmente no Reino Unido. Ele chega a ser creditado, logo abaixo dos chefes de equipe;
  • Este é o segundo filme relacionado à Fórmula 1 com trilha sonora de Hans Zimmer, sendo o primeiro “Rush” (2013), dirigido por Ron Howard;
  • O filme foi originalmente proposto como sequência de “Dias de Trovão” (1990);
  • O tetracampeão mundial de pilotos, Max Verstappen, faltou à exibição privada para pilotos de F1 e à estreia em Nova York, e Carlos Sainz Jr. alertou os “verdadeiros fãs de F1” para que “tenham a mente aberta em relação aos filmes de Hollywood“;
  • Como as filmagens ocorreram ao longo das temporadas de Fórmula 1 de 2023 e 2024, existem várias inconsistências na forma como outras equipes e pilotos são retratados, incluindo mudanças nos patrocinadores, pinturas dos carros, designs dos macacões e a mudança de nome da AlphaTauri para Visa CashApp Racing Bulls e da Alfa Romeo para Stake F1;
  • O 15º filme de Brad Pitt a arrecadar mais de 100 milhões de dólares nos Estados Unidos;
  • Assim como “Assassinos da Lua das Flores” (2023), “Napoleão” (2023) e “Argylle: O Superespião” (2024), este filme foi lançado nos cinemas de todo o país antes de chegar ao Apple TV+. Este é o primeiro filme original da Apple a ser lançado nos cinemas pela Warner Bros.;
  • Uma guerra de lances eclodiu entre todos os principais estúdios de cinema pelo roteiro, então sem título, que já contava com Brad Pitt no elenco. No fim, a Warner Brothers e a Apple Films saíram vitoriosas;
  • Zimmer compôs a trilha sonora em parceria com Steve Mazzaro, criando o que Kosinski descreveu como uma identidade musical que reflete a natureza dual da Fórmula 1: “um esporte que abrange o passado e o presente, com sua rica história e tecnologia de ponta”;
  • Em maio de 2024, Matthew Belloni, da revista Puck, informou que o orçamento do filme era de US$ 300 milhões. Bruckheimer e Kosinski contestaram a afirmação; o primeiro citou descontos e patrocínios como fatores que reduziram o orçamento, e o segundo disse: “Nunca vi um orçamento tão discrepante. Não sei de onde surgiu esse número.” Em 2025, antes do lançamento do filme nos cinemas, algumas fontes da indústria relataram que o orçamento era de US$ 200 milhões, embora outras ainda insistissem no valor de US$ 300 milhões;
  • Este filme reúne cinco membros importantes da equipe de “Top Gun: Maverick” (2022) – o diretor Joseph Kosinski, o produtor Jerry Bruckheimer, o roteirista Ehren Kruger, o diretor de fotografia Claudio Miranda e o compositor Hans Zimmer;
  • Em seu antebraço esquerdo, Sonny Hayes (Brad Pitt) tem uma tatuagem com o contorno do circuito de Jerez, na Espanha, a pista onde seu personagem sofreu o acidente que mudou sua carreira na Fórmula 1 nos anos noventa;
  • Zimmer criou uma trilha sonora “híbrida” que combina orquestra e música eletrônica. Ele imaginou a orquestra como “o ser humano dentro da máquina”, enquanto a música eletrônica representava a própria máquina. Conversas com o produtor e campeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton, ajudaram a moldar a compreensão de Zimmer sobre essa relação, influenciando a composição da música. Zimmer observou que a música eletrônica também foi fundamental para capturar a imprevisibilidade das corridas. “Com sintetizadores, é como na corrida: você nunca sabe ao certo quem vai fazer o quê em seguida. Há sempre o elemento surpresa, e acho isso muito importante em um filme como este: você compõe a trilha sonora para surpreender.”;
  • Algumas cenas foram filmadas nos Grandes Prêmios da Hungria e da Bélgica durante a greve do SAG-AFTRA de 2023. Para evitar infringir as regras da greve, as filmagens não envolveram os atores principais, trabalhando apenas com equipes de dublês;
  • Em abril de 2023, Damson Idris foi contratado após um longo processo de seleção, que incluiu uma lista restrita de atores dirigindo o carro em janeiro de 2023;
  • O nome da equipe de Fórmula 1 retratada no filme é APX, pronunciado como “Apex”. Nas corridas, o ápice é o ponto mais interno de uma curva que um carro faz para minimizar o tempo de volta;
  • Esta é a 13ª colaboração entre Jerry Bruckheimer e Hans Zimmer. O primeiro filme que fizeram juntos foi “Dias de Trovão” (1990), outro drama sobre corridas;
  • As cartas usadas por Brad Pitt são chamadas de “Cartelago” e foram criadas pelo mágico Franco Pascali. Atualmente, elas não estão disponíveis para compra;
  • Ultrapassou “Guerra Mundial Z” (2013) como o filme de maior bilheteria de Brad Pitt em todo o mundo. “Guerra Mundial Z” continua sendo seu filme de maior bilheteria nos Estados Unidos;
  • Após o sucesso inicial do filme nas bilheterias, a Variety noticiou que uma sequência estava sendo discutida e o Financial Times relatou a possibilidade de uma franquia;
  • Foi anunciado em 5 de julho de 2024, durante o fim de semana do Grande Prêmio da Grã-Bretanha em Silverstone, que o título oficial do filme seria F1;
  • Brad Pitt pilotou o carro de Fórmula 1 da McLaren de Lando Norris, o modelo 2023, em um teste privado no Circuito das Américas (COTA), a convite de Zak Brown, chefe da equipe McLaren. Lando Norris e o comentarista da Sky Sports e ex-piloto de F1, Martin Brundle, estavam presentes para dar algumas dicas a Pitt. Ele completou 3 voltas;
  • O elenco do filme inclui dois vencedores do Oscar: Brad Pitt e Javier Bardem; e uma indicada ao Oscar: Kerry Condon;
  • Tanto Ruben quanto Joshua aparecem dirigindo Mercedes-AMG SL63 conversíveis, como parte do acordo de merchandising do filme. O carro de Ruben, mostrado logo no início, quando ele está recrutando Sonny na Flórida, tem uma placa personalizada um tanto óbvia: SL63 AMG;
  • Ultrapassou “Napoleão” (2023) como o filme original da Apple com maior bilheteria;
  • O filme utiliza câmeras IMAX de tamanho reduzido que puderam ser instaladas no cockpit dos carros de Fórmula 1, proporcionando ao espectador uma sensação ampliada de como é realmente estar dentro de um veículo desse tipo;
  • Esta é a sexta colaboração do diretor de fotografia chileno Claudio Miranda com o diretor Joseph Kosinski, tendo trabalhado juntos pela primeira vez em “Tron: O Legado” (2010);
  • No filme, os pilotos da equipe Apex lutam para terminar uma corrida, batendo seus carros ou colidindo uns com os outros. Um velho ditado da Fórmula 1 diz: “Para terminar em primeiro, você precisa primeiro terminar”. No filme, Kate (Condon) diz a Hayes (Pitt) que não ouvirá seus conselhos até que ele realmente termine uma corrida;
  • Uma exibição privada foi realizada na Conferência Mundial de Desenvolvedores da Apple, realizada anualmente no Teatro Steve Jobs;
  • Outros escritores que contribuíram para o roteiro sem receber créditos incluem Christopher McQuarrie, Jez Butterworth, Kara Smith e Aaron Sorkin;
  • Em conversa com o ex-piloto de F1 e comentarista da Sky Sports F1, Martin Brundle, durante o Grande Prêmio da Grã-Bretanha de 2023, Pitt confirmou que Javier Bardem estrelaria o filme. Mais tarde naquele mês, a ESPN noticiou que o filme se chamaria Apex, mas posteriormente retratou essa informação;
  • Há uma participação especial de Chris Hemsworth e seu irmão Liam Hemsworth em 1:58:28;
  • Esta é a segunda colaboração de Hans Zimmer com Joseph Kosinski depois de “Top Gun: Maverick” (2022);
  • Kerry Condon e Tobias Menzies já haviam atuado juntos em “Roma” (2005);
  • Ultrapassou “Carros 2” (2011) como o filme esportivo de maior bilheteria mundial;
  • As filmagens do filme F1 na Flórida aconteceram em New Smyrna Beach, no icônico Pappas Drive-In & Family Restaurant e na lavanderia Christina’s Coin Laundry, que ficava ao lado. A produção ocorreu em janeiro de 2024. Tragicamente, semanas após o término das filmagens, o Pappas Drive-In foi destruído por um incêndio em março de 2024. O prédio foi posteriormente demolido;
  • Chris e Liam Hemsworth fazem uma participação especial antes da corrida final. Eles estão sentados nas arquibancadas, rindo juntos;
  • Os carros de corrida da APX são pretos e dourados, as mesmas cores da Universidade de Missouri que Brad Pitt frequentou – e da qual desistiu;
  • Incomum para um filme produzido em meados da década de 2020, os créditos são exibidos no início do filme;
  • Em determinado momento, o filme chegou a ser chamado de “Apex”;
  • Brad Pitt e Javier Bardem já trabalharam juntos em “O Conselheiro do Crime” (2013);
  • A Variety estimou que a Warner Bros. lucrou 34 milhões de dólares com este filme;
  • Após a última corrida, enquanto Sonny voltava para o quarto do hotel, ele olhou para a foto dele com o pai. A foto do pai de Sonny era de Don Simpson, um antigo sócio de produção de Jerry Bruckheimer;
  • Dois atores que interpretam personagens da equipe de corrida APX GP, Abdul Salis (Dodge) e Will Merrick (Hugh Nickleby), já haviam atuado anteriormente em filmes dirigidos por Richard Curtis: “Simplesmente Amor” (2003) e “Questão de Tempo” (2013), respectivamente;
  • O dramático acidente de Joshua Pearce na última curva de Monza espelha dois acidentes reais de corridas de fórmula. Em 2019, o carro de Fórmula 3 de Alex Peroni atingiu uma grande zebra no mesmo local, lançando o carro para o ar e por cima da barreira. O incêndio e os ferimentos subsequentes de Pearce provavelmente fazem referência ao acidente de Romain Grosjean no Grande Prêmio do Bahrein de 2020, onde ele e seu carro foram consumidos pelas chamas antes de Grosjean ser retirado com queimaduras graves nas mãos;
  • O acidente que pôs fim à carreira inicial de Sonny Hayes é baseado no acidente real do piloto de Fórmula 1 Martin Donnelly, que sofreu ferimentos graves em um acidente no Grande Prêmio da Espanha de 1990. A suspensão do carro de Donnelly falhou durante os treinos e ele bateu em um muro a uma velocidade estimada de 257 km/h. Seu Lotus se partiu ao meio e Donnelly ficou estendido na pista. O acidente causou lesões em sua perna direita que efetivamente encerraram sua carreira na Fórmula 1. Donnelly deu conselhos e instruções a Pitt sobre o incidente;
  • Na primeira corrida, os dois pilotos da APX colidem e os carros param fora da pista. Um dos pilotos retira o volante e o atira ao chão ao lado do carro. Isso imita exatamente o acidente entre os companheiros de equipe da Mercedes, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, no GP da Espanha de 2016;
  • O acidente de Sonny Hayes na década de 90 é baseado no acidente de Martin Donnelly em Jerez de La Frontera, Espanha, em 1990. Durante um treino livre, Donnelly bateu no guard rail e sofreu traumatismo craniano, fraturas na clavícula, tíbia, fíbula e fêmur, além de lesões no pulmão e no pescoço, encerrando sua carreira na Fórmula 1;
  • Sonny Hayes chega ao fim de semana de corrida final no último dia, substituindo imediatamente o piloto reserva da APX GP sem ter participado da sessão de qualificação do dia anterior. Na realidade, isso seria uma violação do regulamento desportivo 32.2 da Fórmula 1, que proíbe as equipes de fazerem alterações de pilotos após o início da qualificação;
  • Em uma das corridas, Pearce (Idris) consegue assumir a liderança ao receber um vácuo de Hayes (Pitt), uma manobra em que o segundo carro se beneficia da menor resistência aerodinâmica ao dirigir bem próximo ao outro piloto. No Grande Prêmio de Las Vegas de F1, no Circuito da Las Vegas Strip, em 18 de novembro de 2023, Sergio Perez deu um vácuo semelhante a Max Verstappen. Em ambos os casos, o carro que recebia o vácuo tinha a vantagem de pneus melhores, mas não tinha chances de vencer, então sua ação visava puramente ajudar o companheiro de equipe;
  • Apesar da Fórmula 1 ter sua própria música tema, usada durante os fins de semana de corrida, essa ou qualquer outra versão do tema não aparece no filme;
  • Partes do filme foram gravadas nos campi da McLaren e da Apple. O prédio em forma de anel pode ser visto ao fundo das cenas em que Pearce se exercita;
  • No final, quando o personagem de Brad, Sonny, pede que seu troféu de vencedor seja entregue a Ruben, personagem de Javier, isso é supérfluo, já que Javier receberia um troféu idêntico de qualquer maneira, por ser o construtor vencedor. No entanto, isso provavelmente foi feito para manter a história relacionada à superstição de Sonny de não tocar em troféus;
  • Há uma cena relâmpago dos irmãos Hemsworth, Chris e Liam, sentados na arquibancada durante a corrida final em Abu Dhabi;
  • Em uma referência ao filme “Onze Homens e um Segredo” (2001), a van de Sonny Hayes apresenta o mesmo icônico ambientador verde com aroma de pinheiro visto em várias cenas do filme. Ambos os filmes são estrelados por Brad Pitt e incluem sequências ambientadas em Las Vegas.

 

Ficha técnica

Diretor: Joseph Kosinski.
Roteiro: Joseph Kosinski e Ehren Kruger.
Produtores: Gergö Balika, Tim Bampton, James Boughton, Jerry Bruckheimer, John K. Campbell, Emily Cheung, Amanda Confavreux, Stefano Domenicali, Howard Ellis, Dede Gardner, Adam Goodman, Wim Goossens, Lewis Hamilton, Toby Hefferman, Ian Holmes, Jeremy Kleiner, Brian Kobo, Joseph Kosinski, David B. Leener, Dean Locke, Daniel Lupi, Gildardo Martinez, Robbie McAree, Jonathan Nicholas, Chad Oman, Stacy Perskie, Ben Piltz, Brad Pitt, Marco Valerio Pugini, Melissa Reid, Richard Sanders, Penni Thow e Toto Wolff.
Diretor de fotografia: Claudio Miranda.
Montagem: Stephen Mirrione e Patrick J. Smith.
Design de produção: Ben Munro e Mark Tildesley.
Efeitos visuais: Jake Alexander, Colin M. Angus, Gary Cohen, Tom Coyne, Andrea Crookes, Keith Dawson, John Delaney, Christopher Eastwood, Joshua Gallagher, Gergely Glovotz, Mark Goucher, Faye Green, Dave Harvey, Shane Harvey, Greg Hawkins, Liam Hayden, Lauren Hillier, Ashley Hollebone, David London, Chris Manger, Doug McKenna, Kenny Millar, Steve Mosley, William Overstall, Elia P. Popov, Grant Rogan, Rodolphe Saleh, Lilla Schwarz, Ty Senior, Mark Tanswell, Neil Toddy Todd, Valerie Tretyak, Colin Umpelby, Riva Williams e Glen Winchester.
Cabelo e maquiagem: Rachel Andersen, Debois André, Rakel Arnarsdottir, Karen Asano-Myers, Sarah Ault, Zera Azmi, Jean Ann Black, Sarah Blair, Helga Bosman, India Channon, Poppy Clouter, Sally Crouch, Samantha Daniels, John Fallows, Chris Fitzpatrick, Mark Francome-Painter, Péter Friedman, Tracey Gallagher, Celal Girisken, Péter Gyöngyösi, Yianni Hapeshis, Danielle Helm, Gemma Hoff, Rita Horváth, Pablo Iglesias, Márk Károlyi, Eden Klein, Denise Kum, Céline Landò, József Lázár, James MacKinnon, Rela Martine, Nuria Mbomio, Eliza McCabe, Beáta Milák, Hu Nakagawa, Lauren Osborne, Orsolya Petrilla, Nikita Rae, Laura Randall, Dakota Rogers, Karen Rose, Maria Sandoval, Priyanka Sarkar, Laura Schalker, Thalia Sparrow, Henry Stevens, Afton Storton, Anita Szabó, Alex Szmolar, Zoltán Tóth, Ilse Trummler, Brigitta Uhercsik, Hanaa Ullah-Sakhare, Carla Virile, Tímea Vozák, Kelsey-Leigh Walker, Debra Weite, Xanthia White, Tracy Wines e Julia Marie Gallen.
Música: Hans Zimmer.
Elenco: Brad Pitt, Damson Idris, Javier Bardem, Kerry Condon, Tobias Menzies, Kim Bodnia, Sarah Niles, Will Merrick, Joseph Balderrama, Abdul Salis, Callie Cooke, Samson Kayo, Simon Kunz, Liz Kingsman, Simone Ashley, Ramona Von Pusch, Barney Smith, Poppy Smith, Luciano Bacheta, Rosie Dwyer, Martin Brundle, David Croft, Leigh Diffey, Shea Whigham, Patrick Long, Will Redmond, Michael Aaron, Kyle Rankin, Rachel Walters, Steven Sean Garland, Avis-Marie Barnes, Will Buxton, Rachel Brookes, Natalie Pinkham, Maria Thoma, Tom Clarkson, Martin Savage, Zoe Oedekerk, Tiësto, Elena Rivers, Nancy Carroll, Ankur Bahl, Mohammed Alkhoori, Salwa Al Hadhrami, Sal Lopez, Darius De La Cruz, Gabriel Rivas, Alexander Albon, Fernando Alonso, Oliver Bearman, Valtteri Bottas, Franco Colapinto, Nyck de Vries, Jack Doohan, Pierre Gasly, Zhou Guanyu, Lewis Hamilton, Nico Hülkenberg, Liam Lawson, Charles Leclerc, Kevin Magnussen, Lando Norris, Esteban Ocon, Sergio Pérez, Oscar Piastri, Daniel Ricciardo, George Russell, Carlos Sainz, Logan Sargeant, Lance Stroll, Yuki Tsunoda, Max Verstappen, Zak Brown, Christian Horner, Guenther Steiner, Lawrence Stroll, Frédéric Vasseur, James Vowles, Toto Wolff, Stefano Domenicali, Roscoe Resto, Jordan Alexis, Abdulla AlHabshi, Jeremy Angel, Ilez Badurgov, Rebecca Bellavia, Gianni Calchetti, Keith Paul Carpenter, Ian Chance, Jeremy Chavez, Kathy Corpus, Susie Dragañac, Eddie Eniel, Shane Gardner, Alexander Garganera, Cristina Grigore, Phillip Allen Hall III, Viktor Heiczman, Galenka Herrera, Mark Jones, Ranjit Josen, Adam Kaluski, Kurt Leucht, Adrian Lorenzo, Joel Meakin-Collins, Walter Medina, Andy M Milligan, Basil B Moore, Art Newkirk, Audio Potter, Jermaine Riley, Mykyta Rozenko, Aliah Scott, Dave Simon, Montse Soto, Harry Szovik, Randy Taylor-Weber, Thomas VanDamme, Paulina Walker, Gilbert White, Andy Willis e Mary Zema.

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